Falta d’água gera conflito entre Conquista e Barra do Choça

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Política | Data: 06 maio 2016

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por Mateus Novais

DSC_1449A utilização da água das Barragens Água Fria 1 e 2 para irrigação ou consumo humano é o centro da discussão

O clima esquentou na sessão da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, nesta sexta-feira (6). Vereadores conquistenses e a Prefeitura de Barra do Choça, junto com produtores rurais deste município, se estranharam devido a escassez da água.

A querela teve início no final do mês de março, quando vereadores do Partido dos Trabalhadores chamarem de ladrões produtores que retiram água das Barragens Água Fria 1 e 2 de forma clandestina. Irritados, o prefeito de Barra, Oberdan Rocha (PP), e o presidente da Associação de Irrigantes de Barra do Choça, Walter Teixeira, cobrou explicações dos parlamentares de Conquista.

IMG_0612“Utilizamos a água para produção, algo necessário que é para sobrevivência dos moradores de Barra do Choça. O emprego na propriedade desse produtor é sobrevivência para os que ali trabalham e produzem. Pequena parte na irrigação do café e grande parte para hortifrutigranjeiros”, disse o prefeito de Barra do Choça (foto ao lado). “Queremos pedir que a casa pudesse reconhecer que Barra do Choça usa de forma a preservar a água, mas não podemos ser tachados de ladrões por usar um líquido que nasce em nossas terras e que sabemos que abastece outras cidades como Planalto e Conquista”, completou Oberdan.

IMG_0610Já o representante dos irrigantes de Barra do Choça queixou-se dos gestores públicos de Conquista, que, segundo ele, não têm se mobilizado para resolver a questão da água. “Conquista é uma cidade que vem crescendo de forma substancial e vocês não criam nenhum projeto de prevenção para cuidarmos do bem maior, que é a água. Nada foi feito e em um momento de dificuldade recebemos essa notícia que estamos sendo rotulados de ladrões. Não aceitaremos isso”, destacou Walter (foto ao lado), apontando que “as pessoas que foram chamadas de ladrão têm 5 ou 10 hectares e vivem da agricultura”.

O líder da Bancada de Situação, vereador Florisvaldo Bittencourt (PT), saiu em defesa de seus colegas de partido. “Não é discurso baixo, nem à toa, eu estou baseado na lei. A Embasa denunciou que há produtores com bombas mais potentes do que a da concessionária retirando água da barragem. São palavras da Embasa que foram ditas ao doutor Carlos Robson”, disse ele.

IMG_1026Já o presidente da Câmara, vereador Gilzete Moreira (PSD), jogou panos quentes na confusão. Ele afirmou que vai marcar uma agenda conjunta, que englobe as duas Câmaras, Prefeitos, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Empresa Baiana de Águas e saneamento (Embasa), os representantes dos produtores rurais de Barra do Choça, Universidade Estadual do Sudoeste na Bahia (UESB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), com os Secretários de Recursos Hídricos e Meio Ambiente. “A situação é gravíssima. Precisamos nos unir, nos levantarmos e agirmos nesse momento. Nós vamos agir”, finalizou Gilzete.

Seca: Garantia Safra deve socorrer 1.300 lavradores conquistenses

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 12 abr 2016

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SC2_0100foto: divulgação – Secom PMVC

A Secretaria Municipal de Agricultura calcula que 1.300 lavradores da região de Vitória da Conquista poderão receber compensações financeiras do programa Garantia Safra. A estimativa é de que quase 90% da produção destes produtores foram perdidas com a seca deste ano.

O alcance dessas perdas está sendo aferido por técnicos da Prefeitura em 50 propriedades nas regiões de José Gonçalves, Iguá, Cercadinho e Inhobim. “Constatando que a maioria teve perda, todos os inscritos no Garantia Safra receberão”, explica o engenheiro agrônomo Sálvio Gusmão, integrante da equipe da Secretaria Municipal de Agricultura.

11 localidades da Zona Rural de Conquista estão em situação de emergência

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 04 abr 2015

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A falta de chuva na Zona Rural de Vitória da Conquista tem dificultado a vida de quem trabalha no campo. Segundo o Sindicato Rural do município, mais de 8 mil agricultores familiares estão sem conseguir produzir. O caso é tão grave que a Prefeitura já decretou situação de emergência em 11 localidades do município.

Cimagem2omo é o caso de Seu Milton, que investiu mais R$ 2 mil na pequena plantação de milho. O plantio começou em novembro do ano passado. Hoje, cinco meses depois, o que se vê é uma lavoura inteira perdida. Por causa da seca, o milho não se desenvolveu e o trabalho de Seu Milton ficou todo comprometido. “Perdemos a lavoura, perdemos o trabalho e o que a gente investiu está no prejuízo”, lamenta o agricultor.

Ele conta que em algumas ocasiões o abastecimento de água vem do açude próximo de sua casa. “Não é uma água sadia, não é uma água muito boa, ela é pesada. Mas, não tendo outra, nós temos que usar ela”.

Por conta desse problema, representantes das localidades atingidas pela seca se reuniram, nesta semana, para avaliar os estragos e prejuízos da seca. Eles também pretendem encaminhar para o Governo do Estado reivindicações para melhorar a vida do produtor familiar nesse período de estiagem.

Itapetinga: produtores rurais dizem que estão preparados para um possível confronto

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Sudoeste | Data: 13 fev 2014

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indiosOs produtores estão apreensivos com as invasões que estão ocorrendo nas fazendas do município de Itapetinga. Em menos de dez dias oito propriedades rurais foram invadidas por um suposto grupo de índios.

O produtor rural Cláudiomario Apolônio de Oliveira informou que os invasores chegaram disfarçados de segurança e coagiram os funcionários da fazenda. “Chegaram seis homens montados em motos, falaram para meu vaqueiro que estava vindo um grupo de baderneiros da região de Palmares e que eles estavam ali para proteger a integridade das pessoas e do rebanho. Eu falei que não precisava dessa proteção e que eles fossem embora. Eles saíram prometendo voltar, e disseram que iam conversar com a galera dele para ver de que forma resolvia isso”.

Alguns produtores já estão contratando segurança particular para proteger as fazendas de possíveis invasões. Essa situação aumenta ainda mais os riscos de um confronto. “Nós já esperamos muito, a coisa está agravando e nós vamos nos prevenir. Chegar onde eu cheguei, com a idade que eu estou. Daqui pra frente seja o que Deus quiser. Mas eu não deixo invadir minha fazenda”, disse o produtor rural Dedé Moreira.