Abrir o olho é facil, dificil mesmo é acordar por dentro

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 13 mar 2014

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Por Valentina Vaz

“São meros devaneios tolos a me torturar…”

coadorA primeira coisa que faço quando acordo, antes de jogar água gelada no rosto e escovar os dentes, é botar a água do café no fogo. É quase um ritual, um mantra, uns segundinhos a mais pra eu atrasar a rotina e pensar no que eu quiser – Esses dias passados foram tão quentes quanto gelados. Aliás, o ano vai ser assim. Carnaval e dia da mulher coladinhos é quase um choque no coração dos chatos do amor ambulantes, que não param de criar perguntas pro mundo. Que mania de inquietação… – Aí é quando meu café fica pronto. Imagina que delícia, um despertador quentinho e amargo acordando seu corpo por dentro. É, porque a gente não percebe, mas abrir o olho é fácil, difícil mesmo é acordar por dentro. A vida não dá trégua, meu irmão.

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Criatividade despadronizada

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 27 nov 2013

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por Valentina Vaz

Precisamos resgatar a criatividade despadronizada, a ideia da criação livre

chaplinJá estamos há algum tempo na era da (re) produção em série. Milhões de coisas milimetricamente iguais são produzidas por segundo em cada pontinho esquecido do mundo.  O que eu ainda, ingenuamente, não sabia, é que a padronização tinha monopolizado a mente da gente. Estamos virando, literalmente, robôs programados para reproduzir. E tem mais! Sem perceber, incluímos até mesmo a cultura, que é tão livre, nas normas da ABNT.

Cheguei a essa conclusão lendo um artigo da Marília Moschkovich, que falava sobre “A Síndrome da Militância Arrogante”. Nas entrelinhas ele fez-me enxergar que, quando Marx falou em ideologia e Gramsci propôs a ideia de hegemonia, eles estavam prevendo o oco cultural que estava por vir e que cegamente iríamos seguir. É só parar para ouvir as músicas e ler os Best Sellers americanos: são todos iguais. Nunca se inventou tanto termo diferente para tratar das mesmas coisas, nunca se buscou tanto criar um modelo único para todos os tipos de coisas e expressões sociais, nunca quiseram tanto nos convencer de que só existe uma saída, uma forma de pensar, um estereótipo a seguir. Até a contra hegemonia, que devia destrancar os cadeados, padronizou-se.

Mas, e se eu não quiser ser nada disso?

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Que diabos então estão fazendo com o amor?

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 14 nov 2013

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por Valentina Vaz

Prefiro não acreditar que a cultura da propriedade privada tenha transformado o amor em posse.

fotosSempre achei que, em terra onde tudo tem dono, havia um sentimento que fosse escapar à propriedade privada. Esse pensamento [ingênuo], me faz lembrar a época em que, “vendiam-se” esposas, àquela época em que, resolveram cercar com arame farpado toda liberdade absoluta.

Com tudo preso e de papel passado no cartório, nem o amor escapou. E eu aqui, achando que nos restaria ao menos a livre escolha do coração. Culturalmente meu amigo, sem perceber, somos todos propriedades privativas de alguém.

Estava lendo um livro da Alexandra Kolontai dia desses e, num capítulo sobre as relações entre os sexos, a autora traz uma reflexão sobre o ideal da posse absoluta, não só do eu físico, mas também do eu espiritual. É esse ideal que admite uma reivindicação de direitos, inclusive, sobre o ser moral das pessoas. Depois de ler sobre isso, a primeira pergunta que me fiz foi: A alma tem dono? Alguém aí fora pode roubar-me de mim?

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“O Perigo de uma história só”

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Publicado por Editor | Colocado em Brasil, Cultura | Data: 17 out 2013

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por Valentina Vaz

Libertemo-nos. Multiplicados sejam os nossos olhos

culturaTenho ensinado esses dias. Há muito fui picada pelo vício de transcender o egoísmo, o monopólio e a distorção do conhecimento. Convivo com meninos que, de tão carentes – no sentido mais amplo da palavra – querem apenas serem ouvidos, sentirem-se parte de algum universo. Em sala, desconstrói-se a relação de hierarquia, de se sentir em um patamar mais alto, afinal, perto da realidade dos meus alunos, fortes mesmo, são eles. E olhando os escritos sobre os problemas sociais, a teoria em momento algum nos faz sentir tanto quanto a vivência prática das coisas. Nesse faroeste ocidental de “procuram-se culpados”, dar aula, me fez pensar que, a forma com que a gente, e eu digo de modo geral, problematiza as coisas, em nada se relaciona com a realidade. Estamos programados culturalmente à polarização.

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A Cultura da Cobrança

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Geral | Data: 11 out 2013

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por Valentina Vaz

CulturaDeixa a vida alçar voo

Quanto vale o nosso esforço diário? Quanto é que custa as metas, os planejamentos e os cronogramas que traçamos? E que coragem, não? Determinar previamente a largura dos passos que iremos dar, decidir, sem conhecer todos eles, qual o caminho que vamos seguir… Tenho a impressão de que, essa mania de transformar a vida num calendário é criar inconscientemente um mosquitinho com um zumbido ininterrupto no ouvido da gente. Criamos e alimentamos, sem saber, a cultura da cobrança. Àquela que, todos os dias antes de irmos dormir, nos cobra ser exatamente aquilo que, em algum momento julgamos ser o ideal.

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Cultura da Insanidade

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Geral | Data: 04 out 2013

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por Valentina Vaz

A única forma de mantermo-nos sãos

menina“Nascemos, e nesse momento é como se tivéssemos firmado um pacto para toda a vida, mas pode chegar o dia em que nos perguntaremos: Quem assinou isto por mim?” Achei esse trecho num livro chamado Ensaio sobre a lucidez. O título, que já é bem sugestivo, me fez pensar que um dos pactos que firmamos, inconscientemente quando nascemos, é o de manter-se lúcido, o de morrer são.

Não poderemos enlouquecer. É essa a regra, na pressa e no amor nos manteremos em perfeita lucidez. É a ditadura da sanidade. Teremos que estar devidamente dentro dos nossos ternos e em perfeita comunhão com a trilogia nascer, trabalhar e ir-se embora desse mundo. Mas, antes que fosse tarde, alguém nessa caminhada anti Alice no País das Maravilhas, deixou escrito: “Aprendi neste ofício que os que mandam não só não se detêm diante do que nós chamamos absurdos, como se servem deles para entorpecer as consciências e aniquilar a razão.”

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A cultura do invisível

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Vit. da Conquista | Data: 29 ago 2013

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por Valentina Vaz

“A importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças. A importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que ela produza em nós”.

baila 2Em meio à correria dessa rotina louca que vivemos: acordar, engolir a comida, porque pra comer não dá tempo, suar a camisa no trabalho, voltar pra casa e só ter olhos pra nossa cama, resolvi abrir uma exceção e, no lugar da cama, enxergar outra coisa. Com o corpo pedindo menos, criei disposição e fui assistir a um espetáculo de balé, daqueles que não tem a atenção midiática das grandes festas. Não esperava que, a leveza de um corpo em cima de um palco, realizando os movimentos mais sutilmente impossíveis, pudesse fazer-me transcender.

Mas, esse texto não é sobre balé, quero ir além. Quero falar sobre essas pessoas que, paradoxalmente, de tão grandes, são esquecidas pelo furacão midiático das grandes massas. Elas protagonizam a “cultura do invisível”, àquela que, vou avisando logo, não adiante ser assistida só com os olhos, tem que levar junto o coração, é o tipo de cultura da alma. Àquela que lembra a flor nascendo no meio do asfalto, que rompe a dureza do corpo.

Confira o texto e a agenda cultural:

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