O VLT, para quem quer fazer

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Publicado por Editor | Colocado em transporte, Vit. da Conquista | Data: 21 jan 2015

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Por Ubirajara Brito

VLT SOBRALVLT de Sobral 

Causou-me um certo desconforto intelectual e técnico o artigo do Secretário Municipal de Comunicação da Prefeitura, Sr. Ricardo Marques, abordando a implantação de um VLT, ligando a Vila Serrana à UESB, no qual ele afirma que o custo de um tal VLT seria de 80 milhões de reais o km. Esta afirmação deve ter sido transmitida ao candidato a Prefeito Guilherme Meneses, levando-o a um deslize em um dos debates pela televisão na última campanha eleitoral. O Sr. Ricardo Marques deve ter se valido de informações na hipótese de um VLT que atravessasse o centro de São Paulo.

A não me alongar em hipóteses para diferentes centros urbanos, dou apenas um exemplo concreto de VLT já implantado numa cidade de médio porte. Trata-se de Sobral no Ceará, cuja população é de apenas 200 mil habitantes, isto é, um pouco mais da metade da população de Conquista. A infraestrutura desse VLT compõe-se de 6,4 km de linha férrea da antiga Rede de Viação Cearense, que já existiam e estão sendo recuperados, e mais 5,7 km de linhas novas agora implantadas, ao longo das quais se distribuem 12 estações de passageiros. Os serviços de transporte serão efetuados por 5 composições com capacidade para 358 passageiros cada uma. Essas composições foram fabricadas em Barbalha, na Região do Cariri, ao custo total de 22,4 milhões de reais. Tudo somado, o VLT de Sobral, com 12,1km de extensão, 12 estações e 5 composições, custou 71,6 milhões de reais, sendo 50 milhões de recursos do Estado e 21,6 milhões de recursos da União por meio da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU).

Tudo indica que os 80 milhões que o Sr. Secretário disse custar 1 km de VLT em Vitória da Conquista dariam para construir os 10 km ligando a Vila Serrana à Universidade do Sudoeste da Bahia.

EM TEMPO.

1 – A Estrada de Ferro Oeste-Leste (FIOL), atravessando rios, córregos e montanhas em túneis, está saindo por um custo médio de 5 milhões reais o quilômetro.

2 – Arapiraca, em Alagoas, com 230 mil habitantes, também está implantando o seu VLT com 10 km de extensão.

 

Empresário defende VLT em Vitória da Conquista como alternativa de trasnporte

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 07 jan 2015

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Editorial

BUS-BBUS VIT

A coluna escrita por Jose Maria Caires, presidente do Movimento Conquista Pode Voar Mais Alto, que defende o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos como alternativa, merece algumas considerações.

A Resenha Geral continua destacando este relevante tema. Em recente editorial na Rádio Clube FM (95,9), foi manifestada a preocupação sobre o fato da empresa do transporte coletivo, a Viação Vitória, ter devolvido um ônibus articulado (foto) que foi desaprovado nas ruas, praças e avenidas estreitas da cidade de Vitória da Conquista. No mesmo editorial foram destacados os avanços em Feira de Santana que está implantando o BRT.

É verdade que o prefeito Guilherme Menezes (PT) fez uma grande confusão no debate travado na TV Sudoeste por ocasião das eleições municipais de 2010. Ele apresentou custos astronômicos imaginando ser o VLT um metrô subterrâneo – embora as linhas subterrâneas de metrô são as mais apropriadas para as áreas densamente ocupadas (não é o nosso caso), proporcionando menor impacto à superfície e menor volume de desapropriações dentre outras vantagens. Ele apenas quis confundir a opinião pública manifestando desprezo pela modernidade.

O prefeito faltou ao encontro promovido pelo CREA/BA que aconteceu na Fainor com a participação de todos os candidatos a prefeito em plena campanha eleitoral. Os engenheiros e arquitetos compreendem e aprovam a necessidade de se pensar em BRT/VLT como solução viável em cidades do porte de Vitória da Conquista. Menezes perdeu uma grande oportunidade para entender melhor a concepção do VLT.

O atual gestor não conseguiu desenvolver um projeto moderno para contemplar o transporte coletivo na terceira maior cidade da Bahia. Em Conquista a administração promove troca-troca de empresas de ônibus como se essa fosse a solução. Os poucos caminhos (espaços) que restam estão sendo ocupados por puxadinhos em uma cidade que cresce sem planejamento. O Plano Diretor Urbano continua engavetado pela inércia de um governo cansado e desmotivado.

O mau humor e o isolamento que reside no gabinete da Praça Joaquim Correia não pode contaminar e abater as boas idéias – como as defendidas pelo empresário José Maria Caíres.