UFC: o poder do conquistense Minotauro, o guru dos grandes campeões

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Publicado por Editor | Colocado em Brasil, Esportes, Vit. da Conquista | Data: 02 jun 2013

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da Redação
Fonte: Revista Veja

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A explosão de popularidade do MMA no Brasil aconteceu em 2011, quando o campeão Anderson Silva derrotou Vitor Belfort em Las Vegas e despontou para o estrelato. Com o crescimento da modalidade, muitos outros atletas viraram ídolos, principalmente os que conquistaram títulos do UFC, como Júnior Cigano e José Aldo.

Para os fãs de longa data, porém, o grande herói do esporte é um atleta que não está mais no auge e que não briga mais pelo cinturão. Não por coincidência, ele é também um ídolo para os próprios campeões – afinal, é um dos grandes responsáveis pelo sucesso de nomes como Anderson e Cigano. Aos 36 anos, o baiano Rodrigo Minotauro Nogueira – que enfrenta Fabrício Werdum na final da segunda temporada brasileira do reality show The Ultimate Fighter, no próximo sábado, em Fortaleza – continua lutando em alto nível e, mais importante ainda, segue moldando os campeões do futuro.

 

Quem o conhece garante que não existe amigo, treinador, mestre e conselheiro mais perfeccionista do que Minotauro. Reverenciado por seus pares, o atleta nega a pretensão de ser um mentor para os outros lutadores e resume sua influência à simples motivação.

A ajuda nos treinos e os conselhos aos pupilos só dão um empurrão em atletas que seriam campeões de qualquer maneira, insiste ele. Os seguidores discordam: apontam Minotauro como uma espécie de guru, uma figura essencial para fazer a modalidade crescer e um defensor ferrenho dos melhores valores das artes marciais, como o trabalho duro, a disciplina e o respeito ao oponente.

Professor de jiu-jitsu desde a adolescência, Minotauro encontrou um canal ideal para espalhar sua filosofia de trabalho e ainda fazer dinheiro com essa atividade. Ao juntar sua experiência nas lutas com um modelo de negócio inspirado nas grandes academias americanas, ele fundou a Team Nogueira, uma rede que já alcança diversos pontos do exterior e começa a se espalhar por todas as regiões do Brasil. Minotauro pretende ter mais de 30 academias no Brasil até o fim deste ano.

Um sucesso que ele nem sequer imaginava quando começou a lutar, ainda na Bahia, por influência da mãe, Marina – que também era dona de academia. Ele treinava judô, jiu-jitsu e boxe, mas o primeiro grande adversário passou de forma esmagadora pelo seu caminho: um caminhão o atropelou quando ele tinha apenas 11 anos. Minotauro brincava com seu irmão gêmeo, Rogério Minotouro, também lutador do UFC, quando foi atingido pelo veículo. Complicações graves nos pulmões, rins e diafragma fizeram com que ele permanecesse onze meses internado – durante parte desse tempo, respirando por aparelhos.

Depois de diversas cirurgias, as marcas do acidente ainda estão no corpo do atleta. Quem não conhece sua história pode até imaginar que ume lesão visível nas costas e os incontáveis pinos em ombros, braços e trapézio são reflexos das batalhas nos octógonos. São, no entanto, apenas as lembranças daquela que foi seu primeiro grande triunfo. A recuperação quase miraculosa deu a ele a resistência necessária para uma longa série de façanhas. Em treze anos no MMA, o atleta soma 34 vitórias, sete derrotas, um empate e muitas histórias para contar.

Anderson Silva pensava em virar segurança, sonhava em comprar um lava-rápido e se contentava até em dar aulas de artes marciais. Um longo bate-papo com Rodrigo Minotauro o fez mudar de ideia. O Spider continuou treinando e hoje é apontado como o maior lutador de MMA do mundo.

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