Usuários denunciam venda de senhas e propina em cartórios no Fórum

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Justiça | Data: 13 abr 2015

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por Mateus Novais
foto: Ascom Câmara

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Usuários dos cartórios extrajudiciais, localizado no Fórum João Mangabeira, realizaram graves denúncias sobre o serviço, durante a audiência pública, na última semana. Além de apontar que as pessoas precisam passar a madrugada na rua para conseguir uma senha, duas pessoas afirmaram que há venda de senhas e pagamento de propina à funcionários do cartório para conseguir serviços de emissão de registro civil ou segunda via de documento.

sessaocartorios10_Abr_15_72O usuário Américo Pereira Neto afirma ter sido vítima das falhas que o cartório, segundo ele, comete todos os dias. Ele informou que pagou R$ 30 reais por um lugar na fila depois de ter chegado às 5 horas da manhã em busca de atendimento e não ter conseguido. Ele reclama também na demora pela liberação de um registro de escritura, afirmando que se passaram 60 dias e não obteve resposta. O usuário acredita que não recebeu o documento porque não pagou propina: “Eu não vou pagar propina para esse cartório que está cometendo essa atrocidade aqui na nossa cidade. É de conhecimento das autoridades judiciais de Vitória da Conquista. É preciso tomar atitudes que possam inibir esse tipo de ação”.

Já ó lavrador e presidente da Associação de Produtores Rurais de Amargoso e toda região do Bate Pé, sessaocartorios10_Abr_15_50Benigno Ferreira dos Santos Neto, falou sobre a perda do kit agrícola. “Perdemos porque a associação não estava com a situação regularizada”. Ele responsabilizou o serviço cartorial pelo problema, pois, segundo o lavrador, a associação esperou mais de 60 dias pelo serviço cartorial que não aconteceu, resultando na perda do kit. Para ele, é uma vergonha.

A juíza Julliane Nogueira, administradora do Fórum João Mangabeira, admitiu que tem conhecimento das filas que se aglomeram pela madrugada. “Pessoas, não raro, vão até ao Fórum, à vara responsável, para dizer que dormem três, quatro noites na madrugada [na fila] e não conseguem [atendimento], porque pessoas vendem a senha”, esclareceu. Sobre as denúncias de vendas de senha, a juíza adverte que é necessário uma acusação formal. Segundo a juíza, trata-se de moradores ruas: “Isso é um problema extramuros, não tem a conivência dos nossos servidores”, detalhou.

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