Utilização de monitor de pressão nas unidades de saúde de Conquista vira dissertação de mestrado

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 14 jul 2019

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da Secom/PMVC (Conteúdo)

Uma das inovações do projeto HealthRise inseridas nas Unidades Básicas de Saúde do município foi a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA). O equipamento ajuda na precisão do diagnóstico da hipertensão evitando tratamentos e medicações desnecessários que poderiam ocasionar efeitos colaterais nos pacientes, além de gastos desnecessários.

A inovação é tão importante que foi tema da dissertação da farmacêutica, Jessica Moreno, no mestrado em Saúde Coletiva da UFBA, intitulada “Avaliação da Hipertensão Arterial Sistêmica na Atenção Primária Através da Monitorização Residencial da Pressão Arterial – MRPA”, apresentada na última sexta-feira, 05. O estudo foi realizado com 27 equipes de Saúde da Família a fim de avaliar a utilização da MRPA em pacientes hipertensos ou não e comparar com as aferições feitas no consultório.

Vitória da Conquista é uma das poucas cidades do Brasil em que a tecnologia da MRPA foi implantada pelo SUS. Segundo Jéssica Moreno, 28 aparelhos foram distribuídos para as unidades de saúde da zona urbana, além do CEUAS e das duas Farmácias da Família. “Até fevereiro, já tínhamos feito mais de 135 exames e esse numero já cresceu muito e os pacientes já foram bastante beneficiados”, completou.

Para que a tecnologia fosse utilizada, a Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a UFBA, UESB e SESI, promoveu a capacitação e o treinamento de agentes de saúde, de enfermeiros e de médicos das unidades. O coordenador do HealthRise e professor da UFBA, dr. Márcio Galvão reconheceu a importância da inovação para a saúde do município. Ele afirmou: “o uso MRPA na Atenção Básica em Vitória da Conquista poderá melhorar o controle de diversos pacientes com hipertensão”.

Hipertensão do Avental Branco (HAB) – A aferição de pressão no consultório médico pode sofrer interferência de vários fatores que podem alterar o resultado. Boa parte dos pacientes apresentam a pressão arterial elevada devido à chamada “Hipertensão do Avental Branco”, uma alteração de ordem emocional bastante comum ocasionada pela presença dos profissionais de saúde. O resultado são valores alterados. O que não ocorre quando utilizada a MRPA, uma vez que equipamento é levado para casa pelo paciente e mede a pressão automaticamente durante 7 dias seguidos. “São 3 aferições pela manhã e 3 à noite, totalizando 42 aferições e 14 médias da pressão arterial, o que aumenta a chance de se obter valores mais precisos de pressão arterial”, explicou Erika Carvalho Teixeira, apoiadora institucional da Atenção Básica à Saúde. “Após a realização do exame em casa, o paciente devolve o aparelho na Unidade de Saúde, o laudo é emitido com base nos dados coletados através de um software e o paciente faz a consulta com profissional médico ou enfermeiro para as devidas condutas”, complementa.

A inovação do MRPA diminui a taxa de erros de análise e proporciona diagnósticos mais precisos, o que aumenta a segurança do paciente e a eficácia do serviço. Para Érika Carvalho, “isso significa qualidade da assistência prestada ao usuário do SUS no município”.

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