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Jaques Wagner é acionado pelo PMDB na Procuradoria Geral da República

do A Tarde

Governador Wagner é acusado de ter atrasado investigações

Governador Wagner é acusado de ter atrasado investigações

O PMDB baiano entrou nesta terça-feira, 01, com ação na Procuradoria Geral da República (PGE), em Brasília, em que acusa o governador Jaques Wagner (PT) de ter cometido crime de prevaricação, por, segundo o partido, ter atrasado as investigações sobre supostas irregularidades na Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba). Com a representação na PGE, confirmada pelo advogado do PMDB Manuel Nunes, foi sacramentado o fim de qualquer possibilidade de os comandos nacionais das legendas conseguirem reaproximar os partidos no Estado. Caso acatada pela PGE, a ação será apreciada pelo Tribunal Superior de Justiça (STJ).

As irregularidades na Agerba vieram à tona com a chamada Operação Expresso, da Polícia Civil, que culminou com a prisão de sete pessoas, entre as quais o peemedebista e ex-diretor-executivo da agência Lomanto Netto. Além disso, o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, tem seu nome citado no inquérito policial.

Na peça judicial, o PMDB argumenta: “No programa de televisão intitulado ‘Balanço Geral’ veiculado ‘ao vivo’ pela retransmissora do sinal da Rede Record no Estado (…), o Sr. Governador ao afirmar categoricamente que já sabia, há muito, do suposto esquema de propina na Agerba, acabou por confessar ter cometido os delitos tipificados nos arts. 319 (prevaricação) e 320 (condescendência criminosa) do Código Penal Brasileiro”.

Aliança nacional - O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) negou que a ação do PMDB baiano e a discórdia entre os partidos no Estado tragam um problema para a aliança nacional em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). “Faço parte de todas as coordenações e conversas sobre a campanha de Dilma, estamos trabalhando pela aliança (…) Eu sou um aliado e amigo do presidente, mas não posso deixar de cumprir meu dever”.

Geddel refutou a ideia de que a Operação Expresso tenha maculado a sua candidatura ao governo do Estado em 2010. “Não atingiu em absolutamente a minha candidatura”. E evitou comentar que tenha sido uma ação orquestrada por Wagner para prejudicar sua candidatura, como afirmou o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima.

Secretário de Comunicação do Estado, Robinson reiterou declaração dada assim que teve notícia de planos do PMDB de entrar com a ação contra Wagner. Para o petista, o que está ocorrendo na Bahia é “investigação” e não “prevaricação”. Ainda segundo Almeida, a atitude do PMDB remonta à famosa frase do ex-governador baiano Octávio Mangabeira. “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente. Um governador que manda investigar uma denúncia de corrupção está sendo acusado de prevaricar”, ironizou o secretário de Comunicação.

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