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Wagner acha que prefeito não é importante para sua reeleição

Ascom PMDB Bahia

Tribuna da Bahia, 16 de dezembro

Tribuna da Bahia, 16 de dezembro

Uma entrevista concedida ao programa Raio X, da Itaparica FM está sendo apresentada como prova de descaso do governador Jaques Wagner para com os prefeitos, inclusive, no que se refere a importância que eles teriam na sua reeleição. Segundo as suas declarações, o papel de prefeitos, vereadores, deputados e outras lideranças políticas é exclusivamente o de ampliar o tempo no horário eleitoral de rádio e TV e não o de influenciar o eleitor na escolha do candidato.

“No caso do governador e do presidente é óbvio que é importante ampliar para se ter uma coligação forte, mais tempo de televisão. Mas o meu sentimento é que a escolha é muito mais direta do que através do aconselhamento de um agente político intermediário”, disse o governador na entrevista concedida ao radialista Cristóvão Rodrigues, em agosto último.

Ouça a entrevista concedida pelo governador


O assunto foi destaque na edição desta quarta-feira (16), da Tribuna da Bahia, que atribuiu a divulgação da entrevista a “um grupo de prefeitos da base governista insatisfeito com o tratamento que vem recebendo por parte de assessores diretos e do próprio governador”.

Na entrevista, Jaques Wagner cita a própria eleição para demonstrar que prefeitos não são capazes de influenciar os votos na sua base. Ele lembrou que em 2006 tinha um número muito inferior de prefeitos que o seu principal oponente. Mesmo assim se saiu vitorioso. Da mesma forma como ocorreu com o presidente Lula na sua primeira eleição, que tinha o apoio de um número menor de governadores que o então ex-ministro da Saúde e candidato do PSDB, José Serra.

“A tendência do cidadão, do nosso eleitor é votar de cima para baixo. Ele escolhe o candidato a Presidência da República e a partir daí escolhe o restante. A escolha não é o contrário. Não é o vereador, não é o prefeito. Eu tinha 50 prefeitos em 2006 e ganhei em 260, 270 municípios e ganhei a eleição. O presidente Lula tinha muito menos governadores que o outro candidato e ganhou na maioria dos estados”, avaliou o governador.

Em outro ponto da entrevista em que mais uma vez valorizou as adesões à sua campanha para ampliar o tempo do seu partido no horário eleitoral, Wagner relegou o papel de prefeitos, vereadores e de deputados a mero agentes multiplicadores da proposta política. Segundo ele, o eleitor não precisa mais da intermediação dessas lideranças.

“Agregar é importante, você ganha tempo de televisão, musculatura, você ganha agentes intermediários, deputados, prefeitos, vereadores, candidatos que vão fazer campanha, são multiplicadores. Mas para presidente da República e governadores a tendência do eleitor é cada vez mais escolher diretamente. Até porque é mais fácil escolher. Candidato a presidente da República tem três, quatro, cinco. Candidato a governador tem três, quatro, cinco. É diferente. Deputado tem 100 e então a pessoa tem dificuldade de escolher e ela às vezes vai ouvir um intermediário, um vereador, um prefeito, um amigo, um líder sindical”, disse.

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