PMDB: alternativa ao governo do PT

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Política | Data: 21 dez 2009

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do Tribuna da Bahia

Pré-candidato do partido ao Governo do Estado, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, reafirmou ontem, no encerramento da Convenção Estadual do PMDB, a decisão de apresentar ao eleitorado baiano uma alternativa ao atual Governo do Estado. Ele discursou para as mais de quatro mil pessoas que lotaram o Centro de Convenções do Othon Palace Hotel e respondeu aos apelos dos prefeitos, parlamentares e outras lideranças, que durante o dia ocuparam a tribuna indicando o seu nome para disputar o Governo do Estado nas eleições do próximo ano.

“Não me conformo e não posso aceitar a realidade de que homens e mulheres que trabalham pelo desenvolvimento do nosso Estado estejam assustados, trancados em suas casas, enquanto os marginais estão soltos e aumentam os números de homicídios, assaltos, roubos de carro”, disse o ministro em um dos trechos do seu discurso. Geddel disse que as manifestações expressas pela militância do PMDB durante a Convenção é a resposta definitiva aos que ainda colocam em dúvida a sua decisão em disputar a indicação do partido para se candidatar ao Governo do Estado. “Aqui está a resposta para aqueles que me perguntam por que eu estou trocando uma reeleição fácil para a Câmara Federal ou uma composição para disputar ao Senado com grandes possibilidades de vitória, por uma disputa muito mais difícil. Aqui está a prova de que a Bahia não quer o que está aí. Que marca de político seria eu se não ouvisse essa realidade, se em nome do conformismo renunciasse ao sonho, à esperança de que a Bahia seja melhor para os nossos filhos e para os filhos dos nossos filhos?”.

O ministro disse não entender o fato do governo Jaques Wagner não priorizar a segurança pública, apesar dos números que comprovam o crescimento da violência no Estado. “Prioridade não se estabelece com discurso. Se estabelece no orçamento. Como se explica o Governo gastar nos primeiros dez meses do ano mais de R$60 milhões em propaganda e apenas R$15 milhões em segurança?”, questionou.

Geddel citou ainda o fato de que enquanto outros estados adotam experiências positivas que estão reduzindo os índices de criminalidade, na Bahia acontece o inverso, com a expansão das áreas dominadas pelo crime, inclusive com toque de recolher para a população e acrescentou que a ineficiência do Estado não está apenas na área de segurança pública.

“Como entender que Bahia e Ceará atraiam investimentos, enquanto nós assistimos empresas irem embora? Só no entorno do Porto de Suape, mais de 170 empresas estão sendo implantadas. Enquanto na Bahia, a planta verde da Braskem, uma empresa baiana, é perdida para o Rio Grande do Sul”.

O ministro também criticou o desempenho do Governo do Estado nas áreas de saúde e cultura. “Aqui se fecha museus, abandona-se o Pelourinho. Na saúde se constrói hospitais, enquanto o Estado bate recordes em dengue e meningite”, ressaltou.

Michel Temer aposta em vitória

O presidente nacional do PMDB e presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, durante seu discurso na Convenção Estadual do partido, disse estar certo de que os baianos elegerão o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para governador do estado nas próximas eleições. “A multidão que está aqui hoje (ontem) clama por mais espaço, mas não um espaço físico, e sim um espaço para ver Geddel Vieira Lima prosperar, um espaço na Bahia com Geddel como governador”.

Temer ressaltou também o trabalho do ministro Geddel Vieira Lima à frente do Ministério da Integração. “Devo registrar que Geddel faz a Integração Nacional com obras extraordinárias trabalhando por todos os estados brasileiros, mas sei que ele tem o coração voltado para a Bahia. É por isso que revelo o meu apreço por ele e pela sua vontade de trabalhar exclusivamente para esse estado”, disse. Temer finalizou dizendo que o trabalho do ministro, aliado ao de João Henrique na Prefeitura de Salvador, renderá bons frutos nas eleições de 2010.

Prefeito reafirma boicote de ex-aliado

O prefeito João Henrique também surpreendeu. Desmentindo os rumores de que ele e o governador Jaques Wagner estariam cada vez mais próximos, em seu discurso não poupou críticas ao PT de Wagner. Segundo o gestor, se não fosse o ministro Geddel Vieira Lima não teria vencido as eleições de 2008, que era a todo tempo boicotada pelo PT. “Aliás, o boicote ocorreu durante três anos do meu governo, mas, graças a uma parceria que Deus abençoou, conseguimos dar a volta por cima e mostrar à população quem realmente trabalha”, disparou.

Por fim, confirmando a máxima de que em política tudo pode acontecer, a cúpula peemedebista baiana foi surpreendida com a presença de, ao menos até então, futuros oposicionistas. Estiveram presentes na Convenção do partido, não apenas o ex-governador Paulo Souto, rival declarado do ministro Geddel, como também o deputado federal José Carlos Aleluia, do DEM, e o presidente do PSDB, Antonio Imbassahy. O democrata José Carlos Aleluia, por exemplo, não hesitou em afirmar que o partido do ministro Geddel Vieira Lima e a sua sigla (DEM) estarão juntas no segundo turno para impedir a continuidade do governo Jaques Wagner. “Esse governo que aí está não pode continuar. A Bahia está retrocedendo, perdendo investimentos no setor produtivo e sofrendo com o crescimento recorde de homicídios. Por isso, PMDB e DEM já estão unidos em oposição a esse governo”.

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