Brasília, 9 de março de 2010
Querida Doutora Norma Angélica
Momentos antes, encaminhei correspondência, por meio eletrônico, ao Dr Lidivaldo Reaiche Brito, DD Procurador de Justiça do Estado da Bahia, justificando a ausência, na qualidade de Presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público – CONAMP, na solenidade de posse do Promotor de Justiça Wellington César Lima e Silva, a acontecer no próximo dia 12 de março.
Ante o respeito devido a eminente Promotora de Justiça Norma Angélica Reis Cavalcanti, que notavelmente obteve uma votação invejável, figurando em primeiro lugar na lista tríplice, devo-lhe também igual justificativa.
Era minha intenção, por cumprimento de dever democrático, estar na cidade de Salvador para a posse do novo chefe institucional, e já havia reservado as passagens e hospedagem. Acreditava que o princípio maior de respeito ao mais votado certamente iria prevalecer, o que lamentavelmente não aconteceu.
Agradeci a lembrança e o respeito formal à CONAMP, manifestado através do convite eletrônico que acabo de receber para comparecer à posse solene de seu sucessor.
Não comparecei por motivos que entendo serem justos e pertinentes. Não posso comparecer a uma posse cujo investido no cargo, nomeado nesta mesma data pelo governador Jaques Wagner, não foi o mais votado, princípio defendido intransigentemente por nossa entidade há vários anos, e, diga-se de passagem, acolhido pelos governadores da Bahia que antecederam ao atual.
Apesar de seu ato, nomeando o último colocado, aparentemente estar revestido de legalidade, é absolutamente desprovido de legitimidade.
Legalidade, como todos sabemos, é aquele ato revestido das formalidades previstas em lei. Legitimidade é a legalidade acrescida de um plus, que é a vontade dos eleitores, princípio básico da democracia.
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