Matérias classificadas ‘crise’
Bete e Juliano dizem que ficam no governo porque carta do PV é “inóqua”
Do Política Livre

Presidente do IMA anuncia que disputará Senado contra Bassuma no PV
Em entrevista exclusiva, a diretora do Instituto estadual do Meio Ambiente (IMA), Bete Wagner, afirmou que a carta protocolada hoje pelo PV na governadoria (ver aqui), entregando os cargos ocupados por membros do partido ao governador Jaques Wagner (PT), é um documento “inócuo”. “A rigor, os cargos sempre estiveram à disposição de Wagner. Quem é candidato terá o prazo para sair do governo, que vai ser definido por Wagner”, destacou.
Ela é pré-candidata ao Senado e o secretário Juliano Matos, do Meio Ambiente, vai disputar uma vaga na Câmara Federal. Também em conversa com o Política Livre, Matos disse que se manterá em seu cargo, se assim for o desejo de Wagner, pois ele não reconhece o rompimento do partido com o governo. “O encontro deu um indicativo de candidatura própria, mas não decidiu sobre rompimento com o governo”, declarou.
Prefeituras sem dinheiro para pagar 13º, diz presidente da UPB
do A Tarde

Roberto Maia, presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa
O presidente da União das Prefeituras da Bahia (UPB) Roberto Maia revelou, nesta terça, 17, que mais da metade das 417 prefeituras do Estado está sem condições de pagar o 13° salário do funcionalismo cuja primeira parcela, por lei, precisa ser depositada até 20 de novembro, sexta-feira. Isso representaria cerca de R$ 6 bilhões a menos para irrigar a economia baiana neste final de ano. O problema, conforme Maia, é reflexo da queda de receita dos repasses federais em função da crise econômica internacional. Mais de 80% dos municípios baianos têm nos repasses constitucionais as únicas fontes de renda. A situação foi exposta ontem, em Brasília pelo dirigente, na reunião do Conselho de Assuntos Federativos do Ministério das Relações Institucionais, presidido pelo ministro Alexandre Padilha.
Um dos baques mais sentidos pelas finanças dos municípios ocorreu com a redução das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Básico e de Valorização do Magistério (Fundeb) destinado pelo Ministério da Educação para as prefeituras. O valor estipulado em 2009 por aluno matriculado nas escolas municipais baianas foi de R$ 1.350. Contudo, informou Maia, em setembro, o ministério resolveu recalcular este valor em função da queda na arrecadação e o reduziu para R$ 1.210.
Prefeituras baianas têm dívidas de R$ 3,5 bi com o INSS
do A Tarde

Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios
Segundo lugar no ranking dos estados brasileiros com maior dívida previdenciária municipal, abaixo apenas de São Paulo, a Bahia acumula um débito com o Instituto Nacional de Previdência Social de R$ 3.467.832.649,02. O número não representa a dívida de todos os 417 municípios baianos. Desses, 29 têm regime previdenciário próprio, visto como a solução para um problema recorrente que penaliza os gestores municipais. Mas, no Estado, ter previdência própria ainda não é garantia de tranquilidade para prefeitos e servidores.
“No Rio Grande do Sul, a dívida previdenciária municipal é de R$ 780 milhões”, comparou o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, que encontra no regime previdenciário próprio a forma de os prefeitos tornarem a gestão sustentável.
Dúvida - “Quando se reduz o custo da folha de pagamento em cerca de 10%, isso só pode significar ganhos para os municípios, já que sobrará recursos para investimentos”, diz Ziulkoski.
Senadores queimam em três meses combustível suficiente para rodar 18 anos
Foram mais de R$ 330 mil gastos em postos de gasolina apenas de junho a agosto
do R7

Senadores gastaram nos últimos três meses mais de R$ 330 mil em combustível
Imagine quanto um táxi em São Paulo, a maior cidade do país, roda em média por dia e quanto ele gasta de combustível. É bastante, certo? Então saiba que o Senado gastou de junho a agosto combustível suficiente para que este mesmo táxi rodasse por 18 anos.
O cálculo feito pelo R7 teve como base apenas o que os 81 senadores desembolsaram em postos de gasolina com o dinheiro extra que recebem todo mês para bancar despesas do mandato, a chamada verba indenizatória. Hoje, esse valor é de R$ 15 mil e serve também para alugar escritórios no Estado de origem, fazer viagens, pagar restaurantes, consultorias e propaganda em jornais, rádio, TV e internet.
Nos últimos três meses, foram mais de R$ 330 mil usados para abastecer os carros dos senadores e de assessores em visitas a cidades dos Estados de origem, fora de Brasília. Até porque na capital federal cada senador já tem direito a um carro com motorista e não precisa se preocupar com a gasolina.
Suplicy pede renúncia de Sarney e mostra cartão vermelho
da Agência Estado
Ao pedir nesta terça-feira a renúncia do senador José Sarney (PMDB-AP) do cargo de presidente do Senado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), para simbolizar sua atitude, mostrou, em plenário, um cartão vermelho, numa referência ao procedimento utilizado por juízes de futebol para expulsar um jogador de campo.
“No meu entender, o arquivamento das ações no Conselho de Ética não resolveu a crise. Para voltarmos à normalidade no Senado, o melhor caminho é que José Sarney renuncie ao cargo (de presidente)”, disse. Ele explicou que o cartão vermelho a Sarney foi dado por ele para que a população entendesse o simbolismo de seu pedido.
Senado valida ato secreto que favorece sobrinha de Sarney
Decisão foi publicada no ‘Diário Oficial’ no mesmo dia em que o Conselho de Ética o livrou de processos
do Estadão
No mesmo dia em que o senador José Sarney (PMDB-AP) foi absolvido pelo Conselho de Ética, aliados e parentes do presidente do Senado nomeados por atos secretos foram oficialmente anistiados e continuarão empregados na Casa. A diretoria-geral validou os boletins sigilosos que deram emprego a Maria do Carmo de Castro Macieira (sobrinha do senador), Nathalie Rondeau (filha do ex-ministro e afilhado político Silas Rondeau) e Alba Leite Nunes Lima, mulher de Chiquinho Escórcio, aliado do presidente do Senado.
Os três estão incluídos na relação de 45 atos secretos validados pela diretoria-geral referentes a nomeações. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira, mesmo dia em que o Conselho de Ética livrou Sarney de processos de cassação por quebra de decoro, inclusive os relacionados ao envolvimento dele com esses atos, como revelado pelo Estado.
João Pedro deve substituir Mercadante na liderança do PT no Senado
do O Globo
Enfraquecido e isolado no governo e no PT, o líder da bancada e do bloco governista no Senado, Aloizio Mercadante (SP), usou nesta quinta-feira sua página no Twitter para anunciar, de novo, a decisão “em caráter irrevogável” de deixar o cargo, e marcou até hora para um discurso. Mas adiou o ato para hoje, depois que aceitou o apelo do ministro das Relações Institucionais, José Múcio (PTB), para, antes, conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio oficial deve ser feito num pronunciamento na manhã desta sexta-feira, no plenário.
Enquanto isso, Lula já trabalha o nome do substituto de Mercadante: o senador de primeiro mandato João Pedro (PT-AM), que assumiu como suplente de Alfredo Nascimento (PR).
PT isola Mercadante e deve votar para livrar Sarney no conselho
da Folha de S. Paulo
Após idas e vindas, o PT deve dar hoje os três votos que faltam para arquivar definitivamente as 11 representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética.
A decisão deixa isolado o líder da bancada, Aloizio Mercadante (SP), que defende que pelo menos um processo, referente à suposta participação do presidente do Senado em atos secretos, seja aberto. Ontem, Mercadante ameaçou renunciar ao cargo de líder.
O PT tem três representantes no conselho: Ideli Salvatti (SC), Delcídio Amaral (MS) e João Pedro (AM). Ideli e Delcídio fazem parte da ala pró-Sarney da bancada petista e sempre fizeram pressão pelo arquivamento das denúncias.
Empreiteira admite ter comprado apartamento usado pelos Sarney
Holdenn diz, em nota, que imóvel foi vendido a deputado, mas contato inicial da negociação foi neto do senador
do Estadão
Quatro horas depois de o senador José Sarney (PMDB-AP) dizer ontem, no plenário, que o Estado havia publicado uma reportagem “irresponsável” e “sem provas” em sua edição de domingo, a empresa Holdenn Construções Assessoria e Consultoria Ltda. admitiu em nota a relação de favores com a família. A reportagem mostrou que a Holdenn negociou e pagou dois apartamentos usados pelo clã Sarney em São Paulo.
Na nota, assinada pelo empresário e amigo da família Rogério Frota de Araújo, a empreiteira admite que comprou o apartamento nº 22 do edifício Solar de Vila América, na Alameda Franca, 1.581, nos Jardins. Diz que depois da compra, o imóvel “foi vendido ao senhor José Sarney Filho, mediante instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda e outras Avenças”. O apartamento 22 foi comprado pela empreiteira depois de um contato inicial de José Adriano, neto de Sarney, com o proprietário do imóvel, o economista Felipe Jacques Gauer.
Virgílio quer vetar senador com “ficha suja” no Conselho de Ética do Senado
da Folha Online
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), protocolou nesta quinta-feira requerimento na Mesa Diretora da Casa que proíbe a eleição de senadores para o Conselho de Ética que respondam a processos judiciais, em qualquer instância, por crimes contra o patrimônio, a administração e as finanças públicas. O tucano argumenta que os integrantes do conselho devem ter lisura ética para julgarem os colegas.
“É imperioso que os membros do conselho, titulares ou suplentes, tenham a isenção necessária para avaliar a conduta ética de seus pares. O projeto dá transparência e segurança às ações do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, bem como transmite para a sociedade um padrão de isenção quanto ao julgamento dos seus representantes legitimamente eleitos”, afirmou.
Dilma nega que tenha se encontrado com ex-secretária de Receita
da Folha Online
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) negou nesta segunda-feira que tenha se encontrado com a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira para pedir rapidez nas investigações contra as empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Em Natal, onde anunciou obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, Dilma afirmou que nunca fez esse pedido para a ex-secretária. “Encontrei com a secretária da Receita várias vezes e com outras pessoas junto em grandes reuniões. Essa reunião privada a que ela se refere eu não tive”, afirmou, segundo o “Jornal Nacional”, da TV Globo.
Segundo reportagem da Folha publicada ontem, a ex-secretaria da Receita Lina Maria Vieira disse ter sido chamada para um encontro a sós com Dilma em dezembro do ano passado. No encontro, a ministra teria pedido que a investigação fosse concluída rapidamente.
Dilma quis agilizar apuração contra Sarney, diz ex-secretária da Receita Federal
da Folha Online
A ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira diz que, em um encontro a sós no final do ano passado, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) pediu a ela que a investigação realizada pelo órgão nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fosse concluída rapidamente.
A ex-secretária conta, em reportagem, como teria sido a conversa com a ministra e pré-candidata à Presidência da República. O relato está na Folha deste domingo (9), que já está nas bancas. A ex-secretária disse que entendeu como um recado “para encerrar” a investigação.
Queda de Sauer abre crise no PT e atinge líder do partido na AL
do Tribuna da Bahia
A substituição do professor Adeum Sauer na Secretaria Estadual de Educação por Osvaldo Barreto, ex-diretor da Escola de Administração da UFBa, abriu uma crise de grandes proporções no PT. A medida irritou profundamente a corrente Articulação (atual Construindo um Novo Brasil), responsável pela indicação de Sauer, que promete reagir de maneira frontal à mudança. De acordo com uma fonte petista que procurou o Política Livre, o deputado estadual Paulo Rangel pode, inclusive, entregar nas próximas horas, o cargo de líder do partido na Assembléia Legislativa em protesto contra a decisão do governo. Ele teria o apoio dos outros deputados estaduais da Articulação professor Valdeci, J. Carlos e Fátima Nunes.
José Sarney diz que a crise não chega às classes C, D e E
do Blog do Josias de Souza / Folha Online
O ronco das ruas é um dos principais argumentos utilizados pelos adversários de Sarney para justificar o afastamento dele do comando do Senado. Dos 81 senadores, 54 terão de banhar os seus mandatos nas urnas de 2010. Difunde-se a tese de que a defesa de Sarney tira votos.
Pois bem, escorado em dados que diz ter recebido de Augusto Montenegro, do Ibope, Sarney tenta disseminar um antídoto contra o veneno. Nesta terça (4), ao cruzar o plenário do Senado rumo à porta de saída, Sarney estacionou ao lado de José Agripino Maia. Sem esmiuçar percentuais, o morubixaba do PMDB disse ao líder do DEM que Montenegro lhe havia informado o seguinte: A crise que engolfa o Senado “alcança” as classes A e B, mas “não chega” à base da pirâmide social, onde estão assentadas as classes C, D e E.
Aliados dizem que recesso agravou situação de Sarney no Senado
da Folha Online
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), retorna a Brasília disposto a reunir aliados, ainda neste domingo, para avaliar o cenário da crise que atinge a imagem da instituição. Segundo senadores próximos ao peemedebista, o recesso parlamentar não teve o resultado esperado e a situação de Sarney é considerada mais delicada.
Os aliados do presidente do Senado dizem que esta semana será decisiva para a postura de Sarney diante da crise. DEM, PR e PDT reúnem na terça-feira suas bancadas para discutir se apresentam representações contra o peemedebista no Conselho de Ética, como fizeram PSDB e PSOL. “Nós próximos dias é que vamos sentir o termômetro da crise. Vamos avaliar com atenção os desdobramentos, os sinais. Agora, não há espaço para decisões precipitadas. Eu defendo sempre o diálogo, o entendimento”, disse um integrante da tropa de choque de Sarney.
BNB cobra R$ 12 milhões emprestados à empresa da família Sarney
da Folha Online
O BNB (Banco do Nordeste do Brasil), estatal controlada pela União, cobra na Justiça dívida de R$ 12 milhões por empréstimos tomados pela Televisão Mirante, pertencente aos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Metade da cobrança, que em valores atualizados atinge R$ 14 milhões, refere-se a dinheiro público do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), vinculado ao Ministério do Trabalho.
A TV nega as dívidas, diz que já pagou R$ 3,1 milhões e não se considera mais devedora, após ter obtido duas vitórias na Justiça do Maranhão. O BNB recorreu, em maio último, ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Ação contra Sarney faz PMDB declarar guerra aos tucanos
da Folha Online
A decisão do PSDB de entrar com três representações no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (AP), levou o PMDB a declarar guerra aos tucanos.
Líder peemedebista no Senado, Renan Calheiros (foto – AL) informou ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que o PMDB decidiu responder na “mesma moeda” e também irá entrar com representações contra senadores tucanos.
Renan e Guerra trocaram telefonemas nos últimos dias. O líder do PMDB considerou que a questão virou partidária e que o caminho é adotar a mesma estratégia. Renan disse ao tucano que vai ao Conselho de Ética contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), considerado pelos peemedebistas como “réu confesso” por admitir ter recebido empréstimo do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia e contratado um funcionário-fantasma.
Ala do PT comandada por Tarso defende fim do Senado
da Agência Estado
O governo e o PT vão calibrar o discurso sobre a crise política diante do agravamento da situação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é cada vez mais aconselhado a conter os elogios ao aliado e a dizer que a crise se trata de ?assunto interno do Congresso?, dirigentes do PT defendem abertamente a extinção do Senado. Sem efeito prático no momento, pois só poderia sair da prateleira numa reforma constitucional, a polêmica proposta consta da plataforma da corrente Mensagem ao Partido, capitaneada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.
?Os debates sobre o unicameralismo ou sobre as restrições ao poder revisor do Senado e sua composição (…) devem ser retomados pelo partido?, diz um trecho do programa do grupo de Tarso para a disputa que vai renovar, em novembro, o comando nacional do PT. O texto preliminar era ainda mais duro: dizia que a crise no Senado ?relembra o arcaísmo desta instituição vinda do Império?. No entanto, Tarso Genro considerou o comentário excessivo e a observação foi retirada do documento apresentado pela chapa.
Namorado da neta de Sarney será demitido, diz Diretoria Geral do Senado
da Folha Online
Após a divulgação de grampos da Polícia Federal que indicariam que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negociou a contratação de Henrique Dias Bernardes, namorado de sua neta, a Diretoria Geral da Casa informou que o servidor deve ser demitido. Bernardes é um dos 218 funcionários identificados pela comissão que foi criada por Sarney para analisar anulação dos atos secretos.
A expectativa é que ele seja exonerado com os outros servidores em até 20 dias, quando termina o prazo para que a comissão conclua os trabalhos e apresente um relatório final com recomendações sobre a revogação das decisões administrativas que foram mantidas em sigilo nos últimos 14 anos.
A demissão depende do cruzamento de dados da lista de atos secretos com os diários do Senado. Nesta semana, a diretoria geral identificou que, das 663 decisões administrativas mantidas em sigilo, 119 estavam publicadas no “Diário do Senado”, cumprindo parte das exigências constitucionais.
Gravação liga Sarney a atos secretos
do Estadão
Uma sequencia de diálogos gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, revela a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos. Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney (foto), filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.
Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, fala com o pai e pede que ele dê “uma palavrinha com Agaciel” para a contratação e os dois conversam sobre “negócio da TV”
Em conversa com o filho, alvo da investigação, Sarney caiu na interceptação. Segundo a gravação, o senador se compromete a falar com Agaciel para sacramentar a nomeação. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto.
Segundo a PF, a mobilização da família começa na tarde de 30 de março de 2008, quando a neta do senador liga para o pai, indagando se não dava “pro Henrique (seu namorado) entrar na vaga”. Bernardo Brandão Cavalcanti Gomes, irmão de Bia por parte de mãe, acabara de pedir demissão do Senado, onde estava desde 2003. “Podemos trabalhar isso, sim”, respondeu Fernando à filha.
PF indicia filho de Sarney por suspeita de formar quadrilha
da Folha Online
O empresário Fernando Sarney (foto), filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi indiciado pela Polícia Federal sob a acusação, entre outros crimes, de falsificar documentos para favorecer empresas em contratos com estatais.
Fernando foi o principal alvo da Operação Boi Barrica, nome de um grupo folclórico maranhense, criada em 2006 para investigar suspeitas de caixa dois na campanha de Roseana Sarney ao governo do Estado. Às vésperas da disputa, ele havia sacado R$ 2 milhões em dinheiro.
O empresário foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Pela investigação, o órgão mais beneficiado pelos crimes foi o Ministério de Minas e Energia –controlado politicamente por seu pai.
Fernando sempre negou ter cometido qualquer irregularidade. O Ministério Público vai decidir agora se oferece ou não denúncia contra Fernando com base no trabalho da PF.
Ao menos 200 nomeados por atos secretos devem ser demitidos do Senado
da Folha Online
Cerca de 200 funcionários nomeados por ato secreto deverão ser exonerados do Senado. É o que demonstra análise preliminar da comissão criada para colocar em prática a decisão do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), informam Adriano Ceolin e Valdo Cruz em reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Nesta segunda-feira, Sarney anulou 663 medidas administrativas (de nomeações, exonerações, aumento de benefícios, entre outros) não publicadas entre 1995 e janeiro de 2009. O ato que anulou as irregularidades foi publicado por volta das 21h desta terça-feira, na rede de intranet do Senado.
A medida é polêmica e tem diversas dúvidas jurídicas, pois há caso que deverá resultar em ressarcimento aos cofres públicos. O primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), tentou impedir a anulação. “Ponderei com o presidente que não podemos fazer isso com precipitação e pagar um preço alto. Acho que deveríamos analisar caso a caso.”











