Policiais civis baianos voltaram a desafiar o governo do Estado, cruzando os braços durante esta segunda-feira. A estratégia, acertada em assembleia, no último domingo, foi uma forma de pressionar o governo a, dentre outras reivindicações, contratar 340 candidatos aprovados em concurso de 1997 para os cargos de agentes e escrivães, até hoje não nomeados. Entre as principais reivindicações, está a cobrança por novo concurso público, forma de suprir o déficit de pessoal estimado pelo sindicato em mais de três mil policiais.
Pela manhã, representantes da categoria e aprovados no concurso de 1997 sem nomeação voltaram a ocupar a entrada da sede da Polícia Civil (Piedade). Nas faixas e discursos em carro de som, o Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) reiterava a decisão de esperar um contato do governo até o próximo dia 20. “Se continuar assim, vamos parar no Carnaval. No dia 26 decidiremos o dia da assembleia para votar pela greve”, disse Carlos Lima, presidente do Sindpoc.
Para quem procurou o Fórum João Mangabeira, em Vitória da Conquista, um alívio nesta quinta-feira (7). Depois do recesso de fim de ano e do fim da greve dos serventuários, o atendimento foi normalizado. Mas. se você tem alguma pendência, é bom resolver logo, pois os serventuários podem paralizar as atividades outra vez, a qualquer momento.
Policiais civis vão cruzar os braços por 24 horas a partir das 8h da próxima segunda-feira, dia 11. A reivindicação é pela renovação e aumento de pessoal, não só pela nomeação dos 340 concursados já aprovados mas também pela realização de novo concurso.
A paralisação, decidida em assembleia realizada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindipoc) no último dia 10, foi ratificada nesta quarta-feira, 6, depois de uma reunião com o secretário da Segurança Pública (SSP-BA), César Nunes, e de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (JCDH), Nelson Pelegrino, que está intermediando a conversa.
Em assembléia realizada ontem (segunda-feira) em Salvador os Servidores do Poder Judiciário decidiram paralisar as atividades em todo o estado. Na cidade de Vitória da Conquista a situação não é diferente. Quem esteve no Fórum João Mangabeira ficou inpossibilidato de ser atendido no local.
O delegado do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (SINPOJUD) no município, Vicente Cortês, disse que não houve acordo durante a negociação, por isso a greve foi decretada por tempo indeterminado. Somente os serviços como guia de sepultamento e habeas corpus estão sendo oferecidos. “Vamos manter os casamentos e audiências que já estavam agendados”, explica.