A Câmara de Vereadores de Ibicoara cassou o mandato da prefeita Sandra Vidal, do PCdoB. Entre as acusações, está a contratação de um microônibus para transporte de pacientes. Vereadores de oposição dizem que o veículo nunca existiu. Depois da cassação, o vice-prefeito do município tomou posse.
Em sessão realizada hoje na Câmara Municipal de Ibicoara, os vereadores decidiram cassar o mandato da prefeita Sandra Vidal (PCdoB), acusada por dois vereadores de seu próprio partido, Ronaldo Ferreira e Ricardo Luiz, de tentar suborná-los e de prática de improbidade administrativa. Em entrevista ao Política Livre, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Oliveira Silva (DEM), revela que o placar da decisão foi de 6×0, pois os 3 vereadores que apóiam a prefeita não compareceram à sessão.
O vice-prefeito, Djalma Costa, também do PCdoB, assumiu imediatamente. “É bom ficar claro que a decisão não foi política, já que foi pedida e motivada por denúncias de vereadores do mesmo partido da prefeita”, destacou Silva. A assessoria jurídica da prefeita, que estava presente à sessão na Câmara, promete recorrer judicialmente da decisão.
A vitória de Mariângela Borges (PSB) foi confirmada nas urnas em eleição complementar realizada neste domingo, 7 de fevereiro, no município de Lajedo do Tabocal, na região Sudoeste do Estado. Ela obteve 2.522 votos (60,55% do total de válidos). Já Toe de Su, candidato da coligação Democratas/PMDB, conseguiu 1.650 votos. Foram contabilizados ainda 53 votos em branco, 274 nulos e 766 abstenções.
Com a eleição de Mariângela, que assume o posto no próximo dia 22, o PSB ganha mais uma prefeitura na Bahia, ampliando o seu espaço no interior. A primeira eleição foi vencida pelo PDT, em 2008, através de Reivaldo Fagundes, que disputou com a própria Mariângela Borges. Mas, por Reivaldo estar inelegível, a Justiça determinou a anulação do pleito, sendo remarcada uma nova eleição.
Por contratar servidores sem concurso público para Lajedo do Tabocal a prefeita em exercício, Lílian da Silva Nascimento, foi acionada pelo Ministério Público estadual. Na ação, o promotor de Justiça Rafael de Castro Matias afirma que “causa espanto a quantidade de pessoas que prestam serviços ao município sem terem se submetido a concurso”. Essas pessoas, esclarece o promotor, exercem funções que “não se enquadram na noção de cargo em comissão ou função de confiança, nem na de cargo temporário”, o que permite afirmar que os cargos deveriam estar sendo ocupados por concursados.