Matérias classificadas ‘Senado’
Ao menos 200 nomeados por atos secretos devem ser demitidos do Senado
da Folha Online
Cerca de 200 funcionários nomeados por ato secreto deverão ser exonerados do Senado. É o que demonstra análise preliminar da comissão criada para colocar em prática a decisão do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), informam Adriano Ceolin e Valdo Cruz em reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Nesta segunda-feira, Sarney anulou 663 medidas administrativas (de nomeações, exonerações, aumento de benefícios, entre outros) não publicadas entre 1995 e janeiro de 2009. O ato que anulou as irregularidades foi publicado por volta das 21h desta terça-feira, na rede de intranet do Senado.
A medida é polêmica e tem diversas dúvidas jurídicas, pois há caso que deverá resultar em ressarcimento aos cofres públicos. O primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), tentou impedir a anulação. “Ponderei com o presidente que não podemos fazer isso com precipitação e pagar um preço alto. Acho que deveríamos analisar caso a caso.”
Bancada do PT decide manter pedido licença de Sarney
da Agência Estado
A bancada do PT no Senado decidiu nesta quarta-feira, 8, manter a posição anunciada na semana passada: não apoiará o presidente da Casa, José Sarney, mas também não o abandonará. Em nota aprovada durante reunião que terminou no meio da tarde, os senadores petistas comentam que, durante toda a discussão sobre a crise no Senado, sugeriram que, “num gesto de grandeza e de garantia à credibilidade das investigações”, Sarney se licenciasse temporariamente do cargo. Admitem, no entanto, que a licença é uma decisão a ser tomada somente pelo senador.
Apesar dos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para que o PT declarasse apoio a Sarney, os senadores do partido não recuaram, mas tentaram encontrar uma saída honrosa para a saia-justa. Em nota divulgada após a reunião, os senadores petistas defendem uma “reforma profunda” para corrigir as distorções na administração do Senado e a criação de uma comissão suprapartidária para debater mudanças na Casa – alvo de uma sequência de denúncias de irregularidades – por meio de uma lei de responsabilidade administrativa e financeira, a partir de um projeto da bancada. Esse projeto vem sendo discutido pelo PT, sob a coordenação do senador Tião Viana (AC).
Senado ignora decisão do STF e mantém nepotismo
da Folha Online
Onze meses após o STF (Supremo Tribunal Federal) proibir o nepotismo na administração pública, o empreguismo de parentes continua no Senado, revela reportagem de Fábio Zanini publicada na Folha. Em cinco gabinetes foram encontrados exemplos em que a regra é desrespeitada.
Análise por amostragem feita pela Folha no novo Portal da Transparência da Casa constatou diversas burlas à súmula do STF, saudada em agosto passado, quando foi editada, como uma revolução moralizadora.
A medida proíbe nomear parentes até o terceiro grau, o que, para o STF, inclui avós, netos, pais, filhos, cônjuges, irmãos, cunhados, tios e sobrinhos. Deve haver duas condições para isso: que em ambas as pontas da relação os servidores ocupem cargo comissionado (de livre nomeação) e que trabalhem na mesma pessoa jurídica de qualquer dos três Poderes –ou seja, no mesmo órgão (o Senado, por exemplo).
Congresso improdutivo leva à divulgação de detalhes constrangedores, diz FHC
Segundo ex-presidente, Senado está bem diferente de sua época. Ele voltou a criticar Lula por não reconhecer méritos do governo tucano.
do G1

O ex-presidente FHC entre o presidente do Senado, José Sarney, e o governador de MG, Aécio Neves, na cerimônia de comemoração dos 15 anos do Plano Rea
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta terça-feira (7), após sessão solene do Congresso para comemorar os 15 anos de lançamento do Plano Real, que o Senado está diferente de sua época. Segundo ele, um Congresso improdutivo ressalta a divulgação de “detalhes constrangedores” dos parlamentares.
Questionado se o Senado estava diferente do tempo em que foi senador, FHC concordou. “Mudou. Pelo que vejo nos jornais mudou muito. Na época que fui senador, tínhamos um debate mais vivo e de ideias. Hoje em dia, tem preocupação com detalhes constrangedores”, comentou.
Segundo ele, todos concordam que o Congresso está pouco produtivo e isso faz com que outras coisas fiquem mais importantes. “Nisso [Congresso pouco produtivo] não há dúvidas, todos sabem disso. Mas é preciso ter uma agenda e propostas. Quando o Congresso fica menos ativo, acontece que as questões que não deveriam ser as mais importantes se tornem as mais importantes”, argumentou.
Jarbas pede saída de Sarney e critica Lula
Jarbas Vasconcelos, senador pelo PMDB, disse que afastamento é ’solução natural’ para crise. Ele comparou ação de Lula à ‘ditadura’; Sarney e Lula não comentaram.
Do G1
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) defendeu nesta segunda-feira (6) o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A solução natural para que iniciemos uma completa reforma desta Casa é o afastamento do presidente Sarney”, discursou.
Conhecido por seus posicionamentos polêmicos, Jarbas partiu para o ataque contra o presidente Lula. Segundo ele, a defesa de Lula à manutenção de Sarney no cargo é “uma ingerência sem limites, vista anteriormente apenas durante a ditadura militar”.
Fazendo referência à reunião de Lula com a bancada do PT na semana passada, o peemedebista acusou o presidente de estar “constrangendo e ameaçando seus próprios partidários”.
Lula confirma a senadores do PT que se reunirá com Sarney
Encontro será nesta sexta-feira (3). Marina Silva disse que parlamentares voltaram a defender afastamento.
do G1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou para senadores petistas numa reunião que durou cerca de quatro horas nesta quinta-feira (2) que se encontrará com o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), nesta sexta-feira (3). Contudo, os parlamentares saíram do encontro sem dar detalhes sobre a discussão travada com Lula sobre a crise política do Senado.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi escolhido como porta-voz dos demais petistas para informar que o líder da bancada, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), concederá uma entrevista na manhã desta sexta-feira para contar os detalhes do encontro com Lula.
A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC), se limitou a dizer que no encontro a maioria da bancada voltou a dizer ao presidente Lula que Sarney devia se afastar temporariamente do cargo. Os senadores petistas já tinham pedido a licença temporária de Sarney, mas depois recuaram.
Três partidos pedem saída de Sarney; PT não consegue se decidir sobre o assunto
da Folha Online

Antonio Carlos Júnior (DEM - BA), Álvaro Dias (PSDB-PR) e o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN)
Após duas horas de reunião, a bancada do PT adiou para esta quarta-feira (1º) uma definição se vai apoiar ou pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). DEM, PSDB e PDT pediram o licenciamento do político, envolvido em escândalos na Casa.
Segundo o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), o partido vai conversar nesta quarta-feira com Sarney e apresentar propostas para contornar a crise que arranha a imagem da instituição. Para a oposição, o afastamento é importante para dar credibilidade às investigações.
Em sua única manifestação oficial ontem, a assessoria do peemedebista informou que “a hipótese de afastamento não está em análise”. Sarney presidiu a sessão pela manhã no Senado, mas não a da tarde, como estava previsto.
Magno Malta usou ato secreto para infiltrar ‘espião’ no Conselho de Ética
da Agência Estado
O Conselho de Ética do Senado, responsável por investigar a quebra de decoro parlamentar, fez parte do esquema de atos secretos da Casa. Usando um boletim sigiloso, o senador Magno Malta (PR-ES) plantou um assessor no conselho durante a análise do processo de cassação de seu mandato – Malta foi absolvido. O funcionário nomeado era uma espécie de assessor secreto que não despertou qualquer atenção no período. O detalhe: o assessor era o segundo suplente do próprio senador. Ao concorrer a uma vaga no Senado, o candidato escolhe seus suplentes, que geralmente são aliados políticos.
O pastor evangélico Nilis Castberg foi nomeado em 23 de novembro de 2005 como assistente parlamentar do Conselho de Ética com salário de R$ 2,3 mil. O ato só foi tornado público três anos e meio depois, através de um arquivo criado no dia 14 de maio passado, mas com a data original da nomeação (2005). O documento é assinado pelo então diretor-geral, Agaciel Maia.
Senado vê irregularidades em contratos com terceirizadas
Folha de São Paulo
Comissão de servidores sugere fim dos vínculos atuais com fornecedores de mão de obra
Foram detectados casos de nepotismo, pagamentos por serviços nunca prestados e perpetuação de empresas por aditivos da era Agaciel
Enquanto espera por auditorias externas, o Senado já descobriu por conta própria irregularidades em todos os 16 contratos para o fornecimento de mão de obra analisados por uma comissão de servidores. O grupo sugere o fim dos vínculos atuais e a “imediata” abertura de novas licitações.
Foram detectados casos de nepotismo, superfaturamento, pagamentos por serviços nunca prestados e perpetuação de empresas por meio de contratos aditivos. Todos foram assinados na era Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado que ocupou o cargo por 14 anos e oito presidências.
Para PSDB, depoimento de Gabrielli não invalida CPI
da Agência Estado
O PSDB não se opõe a ouvir a Petrobras, mas os seus líderes disseram hoje que o depoimento do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli (foto), não será “moeda de troca” para impedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar supostas irregularidades na estatal do petróleo. “Não tapo meus ouvidos para ninguém, mas uma coisa não invalida a outra”, afirmou o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), ao lembrar que a existência da CPI não está em jogo porque a decisão de instalar a comissão já foi tomada. “Ouvi-lo antes ou depois não faz diferença, desde que a CPI seja instalada e caminhe”, concorda o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).
Nem o Palácio do Planalto contesta mais o fato consumado da CPI, a partir da leitura do requerimento feito na sexta-feira, pedindo a abertura da investigação. O documento tem agora 30 assinaturas de senadores – três a mais do que as 27 que o regimento pede. O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, admite até que os tucanos “estão no direito deles”, mas pondera: “Se não vai adiantar nada, não tem sentido ele (Gabrielli) ir ao Congresso. Só faz sentido ir, se isto puder resolver o problema de instalar a CPI.” Múcio insiste que o presidente da estatal está disposto a esclarecer “o que for preciso”, justamente para evitar a CPI.
Proposta de CPI da Petrobras tem bate-boca e pedido de demissão de secretária
Tucanos exigiam leitura de requerimento para criação da CPI. Sessão foi encerrada por senadora do PT com aval de secretária.
do G1

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), fala ao microfone na sessão desta quinta (14)
A disputa pela instalação da CPI da Petrobras provocou uma grande confusão no plenário do Senado nesta quinta-feira (14). O PSDB não aceitou o acordo anunciado durante o dia e exigiu em plenário a leitura de requerimento protocolado na quarta-feira (13). O pedido não foi atendido, e a sessão foi encerrada de modo abrupto pela senadora Serys Shlessarenko (PT-MT), que ocupa a segunda vice presidência da Casa.
A confusão começou a ser armada por volta das 18 horas, quando o PSDB disse que não concordava com o entendimento anterior dos líderes, que previa uma audiência pública com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, antes da decisão da instalação da CPI. O líder do partido não havia participado da reunião anterior e ao lado do presidente da sigla, Sérgio Guerra (PE), e do senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) exigiu a leitura do requerimento para criar a CPI.
O pedido, no entanto, não foi atendido nem pelo terceiro secretário, Mão Santa (PMDB-PI), nem pelo primeiro secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), apesar de ambos serem signatários do requerimento da CPI.
“Nós nos ferramos”, diz senador Papaleo Paes sobre medidas moralizadoras
do UOL Notícias
Após medidas anunciadas pelos comandos da Câmara e do Senado para tentar deixar mais transparência os gastos dos parlamentares com passagens aéreas, senadores e deputados reclamaram das medidas.
Senado discute proposta de redução de maioridade penal
Correio da Bahia
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) deve votar nesta quarta-feira (22) substitutivo do senador César Borges (PR-BA) sobre a proposta que fixa limite para as despesas das Câmaras Municipais. Dependendo da receita anual do município, esse limite ficaria em até 4,5%.
Outra proposta que aguarda votação na CCJ é a que reduz para 16 anos a maioridade penal. Uma das emendas que serão analisadas é a que reduz a maioridade penal, menos para jovens que cometerem crimes hediondos.
Já a Comissão de Educação, Cultura e Esporte fará audiência pública para avaliar o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).













