Em busca de soluções para reduzir a violência em Vitória da Conquista, representantes de entidades sociais se reuniram em um encontro promovido pelo Conselho Municipal de Defesa à Criança e do Adolescente (Comdica).
Hoje (02/02) pela manhã, foi realizada na sede do 9º Batalhão da PM, em Vitória da Conquista, uma reunião sobre segurança pública. O comandante do Policiamento Regional Sul, coronel Ivo da Silva Santos, concedeu entrevista para falar sobre o que foi tratado na reunião.
Em Vitória da Conquista, moradores de alguns bairros estão amedrontados com a onda de violência. Tudo começou com o assassinato de um policial militar na última quinta-feira. De lá para cá foram assassinatos, espancamentos e o desaparecimento de 4 adolescentes.
Um homem sai para vender uma casa e, depois de vários dias, sem contato, é encontrado morto. O dinheiro desaparece. Para a família fica a angústia. Este crime está sendo investigado pela polícia de Vitória da Conquista.
O ex-governador Paulo Souto, presidente estadual do Democratas e pré-candidato da oposição ao governo do Estado, disse ontem que o índice de violência em Vitória da Conquista já é equiparável ao de Salvador. A declaração foi dada no inicio da tarde, durante uma entrevista concedida à uma rádio local. “A taxa de homicídios em Conquista, cidade de porte médio do Sudoeste, já atingiu a marca de 58 assassinatos para cada 100 mil habitantes, enquanto a de Salvador é de 59 para cada 100 mil, um dos maiores índices do país”, afirmou o democrata.
Durante a entrevista, Souto manifestou sua indignação com a situação em que vem se transformando o cotidiano dos baianos com a escalada da violência decorrente da falta de segurança. “Tão grave quanto a violência é a indiferença do atual governo com a situação. De um orçamento de R$ 140 milhões para a segurança, no ano passado, o governo Wagner não chegou a gastar R$ 35 milhões. Não faz o elementar para combater a violência, e os números comprovam isso, para nossa infelicidade”, disse.
Duas pessoas morreram assassinadas, num intervalo de pouco mais de uma hora. Os crimes foram na noite de ontem (quinta-feira, 14), em Vitória da Conquista.
Acabou o sonho de morar com tranqüilidade e segurança no interior da Bahia. A escalada da violência que prolifera em Salvador e na Região Metropolitana não poupa médios nem pequenos municípios baianos. A afirmação é do ex-governador Paulo Souto, do DEM. “A violência que antes preocupava apenas a população de Salvador e de algumas outras grandes cidades se estendeu por todo o estado. Dos mais de 12 mil homicídios ocorridos na Bahia nos anos de 2007, 2008 e 2009, 60% foram registrados no interior”, denuncia o presidente estadual dos Democratas, o ex-governador Paulo Souto.
Nas regiões de Feira de Santana e Vitória da Conquista, com base nos dados da secretaria estadual de Segurança Pública, Souto informa que houve um aumento de cerca de 20% no número de assassinatos em 2009.
O assassinato de uma idosa, pelo neto, causou supresa à comunidade da zona rural de Belo Campo (Bahia). O acusado usou uma foice para cometer o crime. De acordo com parentes, o neto e a avó tinham uma boa relação.
O Itamaraty confirmou nesta terça-feira que brasileiras foram estupradas durante a onda de violência da semana passada contra estrangeiros na cidade de Albina, no Suriname.
O ministro interino de Relações Exteriores, Antônio Patriota, afirmou que ocorreram os abusos sexuais e disse que um segundo avião da Força Aérea Brasileira chegará nesta quarta-feira a Paramaribo para buscar brasileiros feridos e outros interessados em deixar o país vizinho. Não há registro oficial de mortes, e o governo pede cautela na divulgação de que há desaparecidos.
Patriota afastou a possibilidade de novos ataques contra brasileiros na região. Segundo ele, o governo surinamês intensificou a segurança e garantiu que o ataque na véspera de Natal foi um “ato isolado”.
Peritos do INSS realizaram assembleia nesta segunda
A suspensão do benefício do auxílio-doença pelo INSS vitimou mais uma perita. Após indeferir o pedido de Verena Sampaio, 26 anos, a médica Edriene Barros Teixeira, 38, foi agredida com tapas no rosto e puxões que arrancaram tufos de seu cabelo na última sexta-feira, dia 11. O incidente só foi revelado nesta segunda.
De acordo com a Associação Nacional dos Médicos-Peritos (ANMP), com a agressão contra Edriene o número de ataques físicos a peritos na Bahia subiu para 71 este ano. Ainda conforme o órgão, a média de agressões registrada fica acima de 100 casos por ano.
O incidente retomou a discussão sobre a falta de condições básicas de trabalho da categoria. A lista de reclamações é longa e inclui ausência de papel-toalha, lençol para forrar a maca onde o segurado é avaliado, fechadura nas portas, falta de máscaras e aparelhos para medir a pressão arterial. Para se ter uma ideia, na função de perícia médica na Agência da Previdência Social (APS) do Comércio estão lotados quatro médicos onde só existem três consultórios.
Luciana Rebouças | A TARDE
Fotos: Correio da Bahia
Dois ônibus foram incendiados nesta segunda-feira, 7, no Subúrbio Ferroviário. A primeira ação aconteceu em Alto de Coutos e aconteceu em represália à prisão de mais de 30 pessoas pela 5° Delegacia (Paripe). Segundo o delegado titular, Deraldo Damasceno, as prisões foram efetuadas após os agentes registrarem uma série de atentados e apedrejamentos a ônibus, fechamento de vias e ações contra módulos policiais em todo o Subúrbio desde o princípio da manhã.
Ninguém se feriu no incêndio. O cobrador e o motorista do ônibus que fazia a linha Auto de Coutos – Pituba, da empresa Boa Viagem, não conseguiram retirar nem os documentos de dentro do coletivo. “Eram umas quatro pessoas. Chegaram com gasolina, queimaram tudo e fugiram“, conta um dos moradores que preferiu não se identificar. Todos as testemunhas afirmam que os vândalos estariam ligados a traficantes da região.