Agricultores familiares cobram do governo agilidade na titulação de terras

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 22 maio 2015

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por Mateus Novais

IMG_2271foto: Ascom Câmara

Diversos agricultores familiares da região de Vitória da Conquista lotaram a Municipal de Vitória da Conquista para cobrar ações das três esferas de Governo quanto a melhorias para o homem do campo. O principal ponto apresentado pelos agricultores é a liberação dos títulos de terras.

Segundo os agricultores, o cadastro de titulação foi feito em 2014 para serem entregues em quatro meses, mas ainda não o foram. Isto atrapalha investimentos dos pequenos produtores, já que inviabiliza a obtenção de crédito bancário. “A regulamentação fundiária é importante para promover aos agricultores familiares o acesso aos programas do Governo voltados para eles”, ressaltou o representante da Cooperativa Mista Agropecuária dos Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia (Coopasub), Edvaldo Pereira.

Neste mesmo direcionamento, o representante do Movimento de Igualdade Racial, Ademário Cisne, cobrou “a aceleração do processo de reconhecimento de terras pelo INCRA em 32 comunidades remanescentes de quilombos”. “Essas terras precisam ser demarcadas e tituladas”, ressaltou. A fala foi completada pela produtora Zizaneide dos Santos, representante do Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD). “Precisamos da regularização das comunidades do Zumbi dos Palmares, Dandara e Joana Dark. Não podemos ter acesso a políticas públicas sem essa regularização”, disse ela.

Já os representantes do MST cobraram a entrega da adutora nos assentamentos Arizona, Mutum 1 e 2, Lagoa do Caldeirão, Cipó, Baixão e Olhos D’água. “Cadê a adutora? Quando vai inaugurar? Em 2011 começou a construção que era para ser entregue em 2012, já estamos em 2015. Então te pergunto: Quando será entregue essa adutora?”, questionou Juraci Cordeiro ao chefe de desenvolvimento do Incra Bahia, Carlos Borges.

Outra cobrança foi o retorno do crédito oferecido pelo Banco do Brasil, através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Este ponto foi defendido pelo coordenador Municipal de Infraestrutura e Serviços Rurais, Noeci Ferreira Salgado. Segundo ele é “injusto que, por causa de uma inadimplência de 2%, o Banco do Brasil não esteja abrindo mais crédito através do Pronaf”.

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