Carta aberta denuncia práticas na administração do Hospital Esaú Matos

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 06 maio 2014

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da Redação

Esau-Matos.jpgChegou à nossa redação uma carta aberta que denuncia supostas práticas condenáveis no Hospital Esaú Matos, através da FSVC – Fundação de Saúde de Vitória da Conquista. A privatização imposta pela administração petista teve o seu modelo e implantação rechaçada por entidades médicas, sindicatos e até a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil.

A não identificação da carta faz parte do temor que existe dos trabalhadores daquela unidade hospitalar nas inevitáveis retaliações – prática que tem sido disseminada no Modo Petista de Governar. O ex-diretor daquela unidade – hospitalar, o presidente do SINDMED, Dr. Luiz Almeida, está acompanhando as denuncias contidas na Carta Aberta divulgada na cidade.

Abaixo a íntegra da carta:

Carta aberta à sociedade conquistense

Pauta: Descaso da Fundação de Saúde de Vitória da Conquista com os servidores

No dia 8 de junho de 2012 a aproximadamente dois anos atrás, a PMVC de Vitória da Conquista, assinava o contrato de gestão com a Fundação de Saúde de Vitória da Conquista, e a partir desse momento passou a administrar o hospital. O candidato a prefeito de Vitória da Conquista Herzem Gusmão pelo PMDB, foi um dos críticos mais severos contra essa transformação, de uma instituição pública e do povo em um órgão privado. Parece até que já previa o que está acontecendo no momento. Uma verdadeira perseguição aos funcionários concursados. A FSVC esta priorizando funcionários contratados, para que possa agir de forma arbitraria e sobre regime de ditadura, como por exemplo, pode se citar: corte de horas extras, aumento de carga horária, proibição de gozo de férias, entre outras ações, e esses contratados sentem se forçados a obedecer todas as arbitrariedades impostas pela atual gestão do hospital ou são demitidos.

A Fundação de Saúde de Vitória da Conquista parece estar tratando funcionários concursados como inimigos sugaram seus serviços durante anos, e agora após muitos funcionários com doenças causadas pelos plantões estressantes e cargas horárias elevadas, estão querendo descartar todos, sem nenhum respeito, esquecendo que são efetivos e merecem após anos de serviços prestados a população estar lotados em setor seguro e não serem devolvidos a prefeitura como se fosse remédios vencidos.

Os primeiros servidores concursados a serem descartados pela FSVC são os agentes de segurança patrimonial, aproximadamente 20 agentes estão sendo dispensados pela fundação. A justificativa é a contenção de despesas, mas após estudos realizados a empresa contratada de segurança para substituir os agentes a MAP, que mesmo acontecendo um processo de licitação se trata de uma empresa de um deputado próximo a gestão, muita coincidência não é? Um verdadeiro curral eleitoral. O que mais se espanta é que a igreja católica, na figura do padre Edilberto, gestor da FSVC, seja conivente com essa situação de privatização escancarada de um hospital público pediátrico. Não será novidade, após sair de todos funcionários concursados, iniciar a cobrança de taxas pelo atendimento no pronto socorro infantil e maternidade.

A prefeitura não pode esquecer que o Esaú Matos é do povo. Fica aqui registrado a indignação dos agentes de segurança patrimonial da prefeitura municipal que estão sendo dispensados pela fundação após anos de trabalho duro e humanizado, para atender a uma parceria com uma empresa de segurança privada para beneficiar algum interesse político.

Vitória da Conquista 25/04/2014

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