Cerca de 16% dos baianos possuem algum tipo de deficiência

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Publicado por Roberto Silva | Colocado em Bahia | Data: 20 set 2015

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Tribuna da Bahia

20150919081259_Sem-títuloDe acordo com dados do IBGE, no Brasil, mais de 45,6 milhões de pessoas  declaram ter algum tipo de deficiência.

O número representa 23,9% da população do país. A deficiência visual foi a que mais apareceu entre as respostas dos entrevistados e chegou a 35,7 milhões de pessoas.

A deficiência motora apareceu como a segunda mais relatada pela população: mais de 13,2 milhões de pessoas afirmaram ter algum grau do problema, o que equivale a 7% dos brasileiros.

Cerca de 9,7 milhões declaram ter deficiência auditiva (5,1%). A deficiência mental ou intelectual foi declarada por mais de 2,6 milhões de brasileiros.

Na Bahia, os números também são alarmantes, cerca de 16% da população é deficiente.

“Hoje no estado, temos 16% da população sofrendo de algum tipo de deficiência, esse número há uns anos atrás representava 10%, mas tem crescido,” conta Luiza Maia, presidente da Associação Baiana dos Deficientes Físicos(Abadef).

Ainda de acordo com Maia, os tipos mais comuns de deficiência encontrados hoje, são os que envolvem a medula, como a paraplegia e a tetraplegia.

“No atual momento, as deficiencias estão sendo causadas pela violência, antes eram pelas doenças, mas isso mudou. Violência domestica, no transito, nas ruas, tudo isso tem causado um aumento muito grande de lesões medulares, ou a pessoa é paraplegica, tetraplegica ou sofre a amputação de algum membro,” alerta.

Mesmo com todos os avanços, a presidente da Associação Baiana dos Deficientes Físicos, ainda vê o preconceito como a maior das dificuldades enfrentadas.

“Para mim ainda é o preconceito. Por que ele inibe, isola o portador de deficiencia. Principalmente a aqueles que não tem condições financeiras, eles se quer sabem que tem direitos. É o preconceito que arrasta para as outras dificuldades. O deficiente não tem o direito de ir e vir, por que não tem transporte, não tem acessibilidade. As escolas públicas não tem preparo para receber um aluno com deficiencia,  e o que isso faz? Afasta! Cerca de 7% das crianças fora da sala de aula são deficientes,” conta.

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