Cinco trabalhadores em situação de trabalho escravo são libertados de fazenda, em Vitória da Conquista

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 31 maio 2016

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Da Redação
fotos: divulgação PRF

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Nessa segunda-feira (30), uma força tarefa  libertou cinco homens que eram mantidos em condições análogas à escravidão na zona rural de Vitória da Conquista. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), que coordenou a ação, os empregados dormiam dentro de um curral, ao lado de cavalos, em camas improvisadas, sem sanitários, sem condições mínimas de higiene, e com um fogareiro aceso ao lado dos colchonetes de espuma.

Além disso, eles não tinham as carteiras de trabalho assinadas, nem realizaram exames médicos admissionais. Os homens trabalhavam sem qualquer tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI), inclusive um dos trabalhadores sofreu um acidente (corte no dedo) e mesmo assim foi obrigado a trabalhar. A carne que consumiam era conservada em sal e ficava dependurada em um varal dentro do curral.

fazenda-escravos2Os trabalhadores haviam sido contratados há dois meses pelo proprietário da Fazenda para realizar atividade de roçagem do pasto na propriedade situada a cerca de 20 km do centro de Vitória da Conquista. A forma de pagamento era diária (R$ 40,00 por dia trabalhado). Em razão da precariedade do alojamento, os homens foram retirados do local pela Polícia Rodoviária Federal, retornando às suas residências no município de Itambé.

O dono da fazenda foi preso em flagrante e encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal (PF) em Vitória da Conquista. Ele responderá pelo crime de “redução a condição análoga à de escravo”. O alojamento onde os homens ficavam foi interditado pelos auditores e os serviços no estabelecimento rural só poderão reiniciar após a correção das irregularidades encontradas.

O Ministério Público do Trabalho, além de ter solicitado a assinatura da carteira de trabalho dos trabalhadores, exigiu o pagamento das rescisões devidas, cujos valores giram em torno de 20 mil reais. Ainda será ajuizada uma ação civil pública junto à Vara do Trabalho postulando uma indenização pelos danos morais individuais e coletivos praticados, além do pedido de expropriação da terra.

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