Depois de ter outdoor destruído em apoio à intervenção militar, vereador diz que levará o caso à polícia

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 05 out 2017

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Da Redação


O vereador David Salomão, depois de ter o outdoor que publicou em apoio à intervenção militar destruído por estudantes e professores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), afirmou que ação gerou dano a um patrimônio particular e que vai levar o caso à polícia. “Defendo a liberdade de expressão e tive a minha liberdade violada. Eles agiram como verdadeiros ditadores. Fui alvo de criminosos. Foi um crime de dano a uma propriedade particular, que não estava dentro da universidade. Além disso, desrespeitaram um símbolo nacional, porque lá, ao fundo, tinha uma bandeira do Brasil e eles rasgaram. A atitude deles expressa a intolerância de um grupo doutrinado por professores. São marginais intolerantes travestidos de estudantes”, destacou o vereador em entrevista ao G1.

Além de prestar a queixa na polícia, o vereador ainda afirmou que vai entrar com uma ação na Justiça contra os alunos e os professores envolvidos. “Vou registrar ocorrência policial pelo crime de dano, além de ingressar com ação indenizatória porque aquilo não foi feito com dinheiro público. Não podemos tolerar esse tipo de comportamento”, destacou.

Segundo o vereador, a publicidade foi feita no sentido de que é necessária “uma intervenção em virtude do caos no atual cenário político que vivemos”. Para ele, “há uma diferença continental entre ditadura e intervenção”. Assim, com a propaganda, não quis fazer apologia à ditadura.

Os professores e representantes da Uesb, por sua vez, repudiaram a ação do vereador. A Universidade chegou a publicar em seu site oficial uma nota de repúdio do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Instituição. De acordo com a nota, a Instituição é “contra a veiculação da peça publicitária estampada à frente do campus de Vitória da Conquista, por meio da qual se veicula uma apologia à volta do vergonhoso regime de exceção o qual, além de macular nossa história, apresenta uma visão político-social que não reconhece a pluridade de ideias, base em que se assenta a Uesb em sua missão educativa”.

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