Desmatamento e poluição: Rio Verruga não está servindo para nada, dizem pesquisadores

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Meio Ambiente | Data: 12 jun 2015

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por Mateus Novais

esgoto

Durante a audiência pública que tratou do estado de degradação do Rio Verruga, dados alarmantes sobre este problema foi apresentado por acadêmicos da Uesb e Ifba. O professor de geografia da Uesb, Altemar Rocha, afirma que 90% da bacia do Ro Verruga já foi desmatada e 95% da mata ciliciar do rio já não existe. Já a professora de Engenharia Ambiental do IFBA siz que a água do rio “não está servindo para nada”.

RioVerruga11_Jun_159 O Verruga é um rio com 79 km de extensão, que se distribui pelos municípios de Vitória da Conquista, Barra do Choça e Itambé. Desde sua nascente, na reserva ambiental conquistense, Poço Escuro, rio sofre com o peso da urbanização.  O professor Altemar aponta que bairros do entorno do Poço Escuro, como o Guarani, Centro, Petrópolis e Alto Maron, são responsáveis por cerca de 40% poluição. Já na região das avenidas Bartolomeu de Gusmão e Yolanda Fonseca, segundo ele, 90% de esgoto sem tratamento vai parar no rio.

Uma pesquisa do curso de Engenharia Ambiental do IFBA também alerta quanto ao estado da água do rio. Entre os anos de 2012 a 2013, os pesquisadores da instituição coletaram a água do Verruga em cinco ponto e chegaram a conclusão de que ela não serve para nada.

RioVerruga11_Jun_1582Segundo a coordenadora da pesquisa, Camila Willers, no ponto 1, que é a nascente, a qualidade da água está entre média a ruim; entre os pontos 2 e 5 (área urbana de Conquista, saída de Conquista, entrada de Itambé e saída dessa cidade, respectivamente), o nível é ruim, sendo que a pior qualidade se encontra no ponto 3. “A situação é crítica no percurso todo. Todo rio está preocupante”, diz Camila.

Todos estes dados corroboram com um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica, que apontou o rio conquistense como um dos mais poluídos do país, dentre 69 pesquisados em 2011.

A solução para o problema passa pela Câmara de Vereadoes, garante o professor da Uesb. “A Câmara pode, de imediato, começar uma reformulação do Código Municipal de Meio Ambiente e do Plano Diretor. Os dois documentos não citam o rio, em sua parte urbana”, diz Altemar Rocha.

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