Dia dos Pais

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 08 ago 2014

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Por Alberto David

Alberto-David8Deus não põe o pão de cada dia na mesa para que todos fartem. Deus faz com que o homem plante o trigo, are e faça a colheita com a colaboração de seus entes mais próximos, para que estes aprendam, desde novos, o que é fraternidade. E é por aí que não estamos fazendo a coisa certa; os filhos dificilmente vencerão pelos seus próprios méritos, pois, na sua maioria, sempre esperam mais pelos pais. Não sabendo eles, que os pais passam, que eles  têm de ser como a flecha que impulsiona para a frente.

Que neste Dia dos Pais, não generalizando, os filhos façam uma reflexão e cumpram os seus papéis, pois muitos agem como se os pais não tivessem vida própria, parando suas vidas,  como se a casa paterna fosse eterno abrigo. E a vida dos Pais como é que fica?

Prisioneiros ou reféns, evidente  que os pais têm os deveres de amparar e ajudar as suas crias; não só seus filhos emocionais, perenes, assim como seu próximo. Os filhos têm de desmamar,  procurar seus caminhos e tomar iniciativas, conseguir os seus objetivos,  alcançar a independência e ser felizes, demonstrando gratidão aos seus pais que abdicaram de suas próprias vidas por eles.

Na verdade, o Dia dos Pais não chega a ser um reconhecimento, por carinho ou afeto, é mais um evento que quer polarizar o comércio.

O pai sempre é mais duro, precisa manter os limites, a disciplina, mas, muitas vezes, é mal interpretado pelos filhos ou, em outras palavras, é menos simpático. A mãe é tudo de bom e concordo. A verdade,  doa a quem doer, é que os filhos de hoje  precisam honrar mais seus pais  que são e sempre foram os seus melhores amigos, para todas as ocasiões, e sempre  serão. Há pouco tempo, deparamo-nos com uma cena de novela, na qual vimos,  a interpretação de uma atriz,  que chorava sobre o  túmulo do seu amado filho. Ele era um grande compositor, de muita fama, pelo instrumento que utilizava para os grandes espetáculos clássicos e suas composições, que despertavam os elogios das mulheres apaixonadas, que o viam como um D. Juan. E sua mãe, ali sentava sobre o túmulo do filho, após um pequeno silêncio, caiu em si e disse aos presentes que ali se encontrava: “a ingratidão é o nome dos filhos e  sofrimento é o nome da mãe”. Esta expressão escancarou pelo país  a fora, tal é  o poder do canal que finalizava  o enredo. Algo semelhante foi o que afirmou a religiosa madre Tereza de Calcutá sobre oassunto em questão, : “Não se preocupem com os resultados, os problemas são com Deus e não com vocês “.

Existe hoje, com raríssimas exceções, uma ingratidão, no sentido amplo da palavra. Alguns filhos venceram na vida, desde cedo,  filhos de pais pobres , que não puderam  ajudá-los, mas que  conseguiram seus objetivos e são felizes, por terem sido premiados  pelos seus próprios méritos.

 

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