Dólar cai e fecha na menor cotação em quase um ano

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Publicado por Editor | Colocado em Brasil, Economia | Data: 28 jun 2016

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Diário do Poder

Moeda norte-americana recuou 2,5% e encerrou cotada a R$ 3,30

dolar dólar-Foto-Estadão(1)

O dólar fechou em queda de 2,57%, cotado a R$ 3,3046. É o menor valor desde 23 de julho de 2015. O dia foi de recuperação nas principais praças financeiras, após a vitória do Brexit ter provocado estresse nos mercados financeiros nos dois últimos dois pregões.
A Bolsa brasileira mostrou maior alta em sintonia com os ganhos dos principais índices americanos de ações. O Ibovespa – termômetro da bolsa brasileira – subiu 1,55%, aos 50.006 pontos. Em Nova York, o Dow Jones avançou 1,57%, e o S&P500, 1,78%. O Nasdaq subiu 2,12%.

Os investidores seguiram atentos aos desdobramentos da saída do Reino Unido da União Europeia e monitoram a reunião da cúpula da UE em Bruxelas, que tem como tema central o “Brexit”. Os agentes também avaliam dados que mostraram os Estados Unidos crescendo mais do que o inicialmente estimado. A terceira leitura do PIB norte-americano do primeiro trimestre mostrou avanço de 1,1% em valores anualizados, acima da segunda leitura, divulgada no mês passado, com alta de 0,8%. Economistas esperavam expansão de 1%.

Inflação. No cenário doméstico, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) trouxe a percepção de que um ciclo de afrouxamento monetário pode não vir tão rápido. De forma geral, a mensagem de Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, de maior compromisso com o centro da meta de inflação e, consequentemente, com um aperto monetário mais prolongado acaba afetando indiretamente o mercado de câmbio.

Na coletiva, o economista repetiu o que havia falado durante a sabatina no Senado. Afirmou que o BC aprecia regime de câmbio flutuante dentro do tripé macroeconômico. Disse que a autoridade monetária “poderá usar ferramentas cambais mas com parcimônia” e que “poderá reduzir posições de swap em ritmo compatível com funcionamento do mercado”. No documento, o BC reforçou que a inflação em 12 meses ainda é elevada e reiterou que não trabalha com a hipótese de flexibilização monetária. (AE)

 

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