O conquistense gosta de futebol?

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Publicado por Editor | Colocado em Esportes | Data: 28 ago 2013

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Divagando & Katilografando

Francisco CuritibaObjetivamente, a resposta é não. Salvo algumas exceções, alguns abnegados guardam ainda dentro de si algum gosto pelo futebol, de chegar ao ponto de “quase lotar” o LOMANTÃO com mais ou menos 1.700 torcedores para assistir ao jogo ECPP X SERGIPE.

O torcedor conquistense em sua ampla maioria gosta mesmo é de “bolacha quebrada”. SUA NOTA É UM SHOW proporcionava com que milhares de pessoas fossem ao estádio fazendo crer que o conquistense fosse um grande prestigiador do futebol da nossa cidade. Mera ilusão. A falta de reais alternativas de laser em nossa cidade faz com que, de graça, esse povo vá até o estádio para assistir essa ou aquela partida de futebol, nada mais.

Aqui, à distância, tenho acompanhado a luta, beirando inglória, dos nossos empresários do futebol. O Ederlaine tem sido um bastião neste mister. Tem bancado toda sorte ou agruras de ser um presidente que busca uma satisfação para os torcedores conquistenses. O time tem respondido na proporção do apoio que essa ínfima torcida dá ao clube.

Quando eu morava em Conquista, nos domingos ou nas quartas-feiras eu não faltava a uma partida; lá sempre eu estava entre os torcedores, jamais neguei ao time conquistense o meu apoio. Quem me conhece sabe que eu estou falando a verdade.

Criticar o time ou a sua direção é plantar a semente da discórdia entre aqueles abnegados; que sempre que o time precisa, independentemente de Sua nota é um show, se faz presente no estádio, aliás, esses sempre é quem pagam para assistir a uma partida de futebol. Eu jamais lancei mão de troca de nota por ingresso, acho isso imoral. É por assim dizer, a institucionalização do BOLSA FUTEBOL. Por falar nisso, eu tenho urticária quando ouço essa palavra BOLSA; sejam “bolsas misérias do governo” ou Bolsas de Valores; na primeira todos nós perdemos, até mesmo os seus beneficiários; na segunda, só ganham os tubarões e mega especuladores.

O gosto do conquistense pelo futebol se traduz nas peripécias que os diretores de times lançam mão para se safarem das dificuldades que esses falsos torcedores os levam acreditar que “agora” vai ser melhor. Dessas e outras peripécias, o Serrano foi buscar em Ituaçu, junto aquele afável povo da Chapada de Diamantina, algum respaldo para treinar e fazer algumas partidas naquela cidade com o objetivo de se fortalecer economicamente visando pagar a sua folha de pagamento e a manutenção do time para ascender a divisão principal do campeonato baiano. E com esse mesmo objetivo, foi na cidade de Guanambi que o Serrano fez a sua sede e detenção de mando campo, aliás, criando no torcedor guanambiense o gosto pelo futebol, abrindo lá fronteiras para que o time local ganhasse notoriedade no cenário desportivo baiano.

Uma cidade como Vitória da Conquista que aos quatro ventos seus arautos dizem ter mais de 330 mil habitantes, e que não tem boas e efetivas alternativas de laser, era de se esperar que, miseravelmente, 3% dessa população (cerca de 10 mil torcedores) garantissem ao time representante local uma platéia cativa para prestigiar seja lá em que situação esteja o time na tabela de classificação. Aliás, para os verdadeiros amantes do futebol isso é o que menos importa. Importa muito mais ver o time com saúde financeira boa para poder melhor nos representar.

Como em Conquista torcedores não há, e verdadeiros e cativos muito menos; por essas e outras é que repito – parafraseando o mestre Antônio Lúcio (era barbeiro e analfabeto) de saudosa memória que dizia “Ome, Inhô Minino, muié não gosta de Ome; gosta mesmo é de dinheiro. Quem gosta de Ome é v…”- então, O POVO CONQUISTENSE NÃO GOSTA DE FUTEBOL, GOSTA SIM, DE BOLACHAS QUEBRADAS!

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