O que fazer?

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 10 jun 2014

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Por Alberto David

 

iAlberto DavidPagamos nossos impostos. E os nossos direitos onde ficam?

O nosso país parece querer ficar de cabeça para baixo. A atenção à segurança é uma lástima, talvez seu pior momento, parecido com o período de Ditadura Militar de l964, em que  a tortura e os crimes hediondos ocorriam na calada da noite,  os corpos desapareciam assemelhando ao bordão  do analgésico “Tomou Doril, a dor sumiu“. Um absurdo.

Aí veio a democracia e que democracia!  Onde ela se encontra? Cadê a atenção a nossa cidadania, o respeito ao semelhante e os direitos humanos? Ao contrário disso, impera é a lei do mais forte, a lei armada. Cadê os nossos direitos de ir e vir? Temos que andar, de novo, amordaçados. É evidente que há políticos e autoridades que atuam dignamente, o que muito nos honra, a exemplo do Presidente do Supremo Tribunal Federal, o Digníssimo Sr. Joaquim Barbosa e os políticos que combatem a violência, colocando o exército nas ruas, como no caso do Rio de Janeiro, impondo respeito e segurança ao cidadão brasileiro, este, um sofredor em potencial.

Há poucos dias, através das redes sociais, li um desabafo de uma colega no facebook, que dizia aos  adicionados: “Ontem, dez homens armados fizeram de nós prisioneiros e roubaram tudo que tinha na casa, roubaram tudo que tinha ali; e nós ainda agradecíamos:  Graças a Deus que  nada de grave ocorreu  com a gente”. Agradecendo a Deus por todos saírem com vida.

Cadê a nossa segurança, para coibir fatos como esse? Faltam viaturas, dinheiro, prisões e etc. Esta jovem ainda celebrava a vinda de seu primeiro filho. Imagine o trauma que ficou com o acontecimento.

O nosso país nunca, em todas as épocas, digo após a ditadura, nunca se viu tamanha desordem. Estamos reféns das truculências, crimes hediondos, violências e, além disso, somos  submetidos aos constrangimentos o tempo todo. E não podemos dizer não ou partir para a desforra, pois seremos presos, julgados e condenados. O que há de mães que perderam e perdem seus filhos, e ainda recebem ameaça de morte é de doer. É lamentável como as coisas andam por aqui, em nosso país. São mães em passeatas, mortes prematuras de nossas crianças e etc e etc. E a segurança onde está?

Como viver num país sem regras, normas e leis cuja maioria delas não é cumprida. O lema é aquele velho chavão: “salve-se quem puder”, e somos salvos por Deus.

Como disse, anteriormente, há autoridades que merecem nossos aplausos, ao combater a criminalidade, e Juízes que nos honram com sua indignação, a exemplo de um Joaquim Barbosa e outros.

Outros absurdos têm ocorrido no Brasil, a exemplo recente dos seguranças truculentos que, em um hospital, retirou, brutalmente, de uma  cadeira de rodas um paciente e o arrastou para fora do hospital, porque este estava reclamando do mal atendimento  e quem tentou ajudá-lo foi posto para fora também. Esta foi luma matéria exibida no Jornal Nacional,  semana passada. Desumanidade é a palavra certa.

O fato vem a calhar, ou seja,  os seguranças, ditos seguranças, estão espalhados por aí,  nos hospitais da cidade até mesmo nos supermercados, onde compramos nossos pães de cada dia. Deparamo-nos com eles, são seguranças armados, despreparados que não têm cursos específicos e nem educação para tratar as pessoas, até mesmo para prestar uma informação dificilmente se encontra um gentil. Quantas irregularidades. Quantas queixas são relatadas  em especial pelas abordagens à clientela, que vão ali para comprar o pão de cada dia e outros alimentos. Pessoas de bem, mães de família, clientes que pagam em dia, enfim, famílias que fizeram a história desta cidade. Ao contrário de Milena, minha amiga e adicionada das redes sociais, o meu relato é outro.

Na sexta-feira passada, eu e minha esposa, com  minha netinha de apenas 5 anos,  fomos fazer nossas compras num supermercado bem conhecido nesta cidade, do qual somos clientes já há algum tempo. Quando nos deparamos,  mais uma vez, com um segurança, do qual nunca ouvimos um bom-dia dele,  só de cara fechada,  amarrada,  e um modo esquisito de tratar seus clientes, nem uma palavra, sentíamos estranhos  com a sua presença. Infelizmente, como não poderia ser de outro modo, o mesmo me fez passar por constrangimento, referindo-se a nós com palavras grosseiras, e como resposta não dei uma palavra,  deixei passar em branco, evitando o desgaste, nenhuma palavra saiu de meus lábios. Após o incidente, fomos levar a feira até carro, observei  a insatisfação da  minha mulher por não ter tomado uma atitude contra o   dito segurança.  Continuamos a fazer nossas compras, evitando aquele senhor, esperando uma oportunidade para uma conversa com o diretor daquele estabelecimento, essa seria minha atitude. Quando resolvi, naquela sexta-feira, conversar com o gerente sobre o assédio que sofríamos ali, em um dado instante, o segurança  começou acompanhar  minha esposa, fazendo de conta que levava um carrinho  seguindo-a. Foi quando ela  disse: “Isso é um assédio moral e se o senhor continuar me desrespeitando tomarei minhas atitudes”. A partir dali, iniciou  a confusão,  quando desci do escritório, a coisa lá embaixo  estava feia, vi o segurança com o dedo em riste no rosto de minha esposa. Voltei, imediatamente, à direção e disse: “Seu funcionário está brigando com minha mulher, desça e chame ele”. E desci correndo, quando  ele  disse  :  “ sou policial e a senhora está presa” . Minha esposa não fez nada, apenas tirou o dedo da face, o motivo da voz de prisão. Os leitores devem estar confusos.  Era segurança ou policial? Era um policial travestido de segurança. Imediatamente, chegaram três viaturas chamadas.  O mesmo queria chamar a atenção e conseguiu. Impediu que minha esposa entrasse no carro dela e tentou tomar a chave do nosso automóvel, arbitrariamente. Era um absurdo, pois nunca se viu um segurança dar  voz de prisão a alguém, na verdade estava em posto irregular, era um policial travestido de segurança, atitude caracterizada como  improbidade administrativa.

Enfim, minha esposa seguiu até o DISEP, em viatura da polícia, em companhia de meu filho. A primeira coisa que uma autoridade policial disse: “Mas ele (o segurança) não podia dar uma ordem de prisão, é irregular”, mas era tarde, minha esposa seguiu em viatura da Polícia Militar.  E as coisas seguiram assim.  Com três advogados, minha esposa prestou seu depoimento.

Enquanto ocorria tudo isso, com três viaturas à disposição do segurança-policial, para prender uma mãe de família, uma artista, que nada fez, muito pelo contrário, vítima, de constrangimento e truculência, a casa de Milena era invadida por dez homens armados. Este segurança, ou melhor, este policial, já até me perdi, segurança ou policial. E o povo se aglomerava ante os estardalhaços. Seria minha esposa a mulher integrante de alguma facção criminosa?

Meu Deus do Céu onde nós estamos!?

Que país é esse?

Sim. Um país que anda para trás.  Minha esposa não fez nada, apenas avisou: “Se o senhor continuar assim, eu irei recorrer a um processo de assédio moral”. Quanto a dizer que bateu nele, não; apenas revidou o dedo em riste. Vocês que estão lendo estas linhas fariam o quê?  O segurança tem quase 2 metros de altura, musculoso, enquanto que minha esposa tem um 1,65 m, tão frágil, como poderia bater em um homem tão forte?

Apareceu  até policial, que me propôs conversar com o segurança para evitar aquele tumulto.  Sim, em meio àquela confusão, deparei-me com policiais educados, naquele momento, que me propuseram uma conversa com aquele segurança, para um melhor entendimento,  eu prontamente aceitei,  mas ele olhou para mim, deu dois passos e não aceitou. Queria mesmo era tumultuar. Chamar a atenção de todos dali. Uma celebridade. Lembrou-me os anos da Ditadura.

Voltando ao relato do constrangimento, peguei minha esposa e a coloquei no automóvel. Quando ele com sua força a impediu de entrar, não consegui fechar a porta e, de maneira truculenta,  tentou tomar-me as chaves do carro. Até que uma autoridade, via interfone,  disse a um dos policiais: “ Ele não poderia ter dado ordem de prisão, estava ali irregular”, mas já era tarde, minha esposa já estava em uma das viaturas, porque ela achou melhor assim, pela educação dos policiais que a levaram.

Este senhor, se é que posso chamá-lo assim, tem muitas queixas contra os seus modos e as abordagens truculentas que faz, trabalha armado ali. Outra coisa, na sala de espera colocou sua arma atrás, fincada na calça para intimidar minha esposa, que iria ser chamada logo após o depoimento do agressor.

E onde está a justiça? Minha esposa é uma artista plástica, com várias premiações, com exposições em importantes salões regionais, com patrocínio do estado, formou seus filhos com luta e muita dignidade, são geógrafos, psicólogas, graduados em Educação Física. Ela é uma pessoa boa, íntegra, de caráter, idônea. O que houve foi uma inversão de valores, os papéis naquele momento foram trocados. Portanto, não é mulher criminosa, é uma cidadã.

Alberto David.

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