Polícia Federal investiga contratos irregulares superior a R$ 70 milhões em prefeituras do Sudoeste

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Publicado por Editor | Colocado em Sudoeste | Data: 14 jul 2016

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Da Redação

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Nesta quinta-feira (14), a  Polícia  Federal,  o  Ministério  Público  Federal  e  a  Controladoria  Geral  da União de Vitória da Conquista deflagaram a “Operação Burla”. Segundo os órgãos responsáveis, a ação tem como objetivo a investigação do  desvio  de verbas  e  crimes  contra  a  Administração  Pública  por  parte  de  duas  organizações  criminosas  distintas comandadas por  empresários.

Ainda segundo os órgãos, a operação é resultante de um Inquérito  Policial  em  trâmite  na  Delegacia  de  Polícia  Federal  de  Vitória  da  Conquista, que  foi  instaurado  a partir  de  relatório  de  auditoria  elaborado  pela  CGU,  o  qual  informava  suposta  fraude  e  simulação  em processos  licitatórios  realizados  pela  Prefeitura  de  Pindaí. “De  acordo  com  o  apurado,  as  empresas participantes  da  licitação  pertenciam  a  dois  empresários  que,  apesar  de  independentes,  se  articularam com  o  objetivo  de  conferir  aparência  de  legalidade  à  concorrência  viciada,  visando  maximizar  a obtenção  de  vantagens  indevidas”, afirma a Polícia Federal.

Além  disso,  foi  apurado  que  esses  empresários  constituíram  diversas  outras  empresas  cujos  sócios  são interpostas  pessoas  (“laranjas”),  montando  duas  organizações  criminosas  que  passaram  a  replicar  esse mesmo  esquema  e  utilizar  essas  empresas  para  participarem  de  várias  licitações  em  diversos  municípios baianos,  em  sua  maioria  com  simulação  de  competição,  cujos  contratos,  somados,  ultrapassam  a quantia  de  R$  70.000.000,00 (setenta  milhões  de  reais).

Por meio da operação estão  sendo  cumpridos  três  mandados  de  prisão  preventiva,  quatro  mandados  de  prisão  temporária, oito  mandados  de  condução  coercitiva  e  14  mandados  de  busca  e  apreensão,  nas  cidades  baianas  de Guanambi,  Caetité,  Iuiú,  Vitória  da  Conquista  e Salvador,  e  também  em  Belo  Horizonte/MG.

Os  investigados  responderão  pela  prática  de crime  de  responsabilidade  dos  Prefeitos; Associação  Criminosa; falsidade  ideológica; , e  uso  de  documento  falso.

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