Para não passar em branco

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Vit. da Conquista | Data: 17 set 2017

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Por Alberto David

O  assunto que me importa e que me traz  indignação, chegando à insônia,  tem como começo  as programações  de nossos canais de TV, que  estão mais para a nossa música popular brasileira , não há mais nada para  ouvir,  com raríssimas exceções,  são melodias   ou verdadeiros melodramas  cujo  mote  é  encher a cara,  enfim as letras são chavões. Se prestarmos atenção,  todas têm as mesmas intenções,  mas  de duplo sentido , acompanhados com o remelexos dos glúteos. Com toda sinceridade, a programação em geral  está abaixo da mediocridade, os humorísticos nem se fala, que saudades do Mazzaropi , de um Cantiflas ou Charles  Chaplin, que nos fazia rir, com  tamanha naturalidade, utilizando-se  do seu improviso e talento. Aqueles programas que falam de natureza, de entretenimento, de caridade , caridade conveniente, novelas incríveis em que se bate na tecla o tempo todo , algumas de alto valor de compreensão e cultura  sobre os gostos.  Só que  há abusos e, parece o contrário , ou seja,  que estamos errados,  deveríamos ter outras opções,  são argumentos que, convenhamos, com todo o respeito , os abusos .Se não querem que outros entrem em  suas vidas não tem também direitos de querer camisa de força , que mudemos   o gosto, o que manda é o Evangelho e a natureza.

Mas tem melhorado, temos visto um canal que tem mudado e nos traz conhecimento. Fiquei  pasmo com minissérie  “Sob pressão”. Que  atuação brilhante destes artistas ,  e o protagonista  merecia um Oscar , um tema sui-generis que   abrange a grande ferida aberta do nosso País,  mostrando que  a missão  deles é  salvar vidas. Eles sim tem um pouco de Deus  e  a ciência médica,  na hora do socorro vale tudo, os instrumentos é a improvisação do momento , o que vale ali é salvar a vida . Uma dura critica aos nossos governantes  que deixa os hospitais abandonados , onde as pessoas morrem de uma maneira bárbara , cruel    e covarde.  “Sob pressão”  merece todos os aplausos . Ainda incluem histórias de cada um,  dentro de uma realidade mórbida, infeliz e injusta. Dentro das histórias,  a começar  pelos protagonistas, existem  atenuantes que merecem do poder judiciário  decisões  mais duras . A exemplo da médica que foi abusada pelo próprio pai,  levando  a jovem médica  a um futuro de traumas terríveis , a ponto de se cortar  para se aliviar, como se cortando  aliviasse a sua dor .Uma médica !? Imagina os leitores o que se passa  com as outras crianças que não chegam a um entendimento,   pois não   existe entendimento algum  para uma desgraça desta , com  o agravante de o   estuprador  ser  o próprio pai.

O assunto vem à tona  e já é público de um caso que se assemelha  ao parágrafo anterior,  do pai que usava suas duas filhas  para  se satisfazer, como um homem . Duas crianças  , uma de doze anos , não me cabe aqui os detalhes   e nem  ajuizar, mas tenho os  meus direitos  de ter insônia  e,   pela minha indignação com esta história real e mais ainda de não ser uma autoridade  para punir o agressor, como um crime hediondo. As crianças  estão em boas mãos,  até que as coisas   se resolvam . Acredito na Justiça e desejo que  o monstro  seja punido  pelos seus crimes , que a justiça   representada por uma “ lastro de pano  que cobre seus olhos “  , possa abri-los , e fazer a coisa certa.  E que costas largas para Deus  é uma bobagem.  Deus  é a própria Justiça dos homens que, ao  julgar errado,  tenha certeza que há de pagar  uma conta  sem  medidas. Na bíblia, Jesus nos diz que todos os fios  do nossos cabelos são contados, tamanha é  a  sua justiça. E, segundo o  que se dizem os noticiários,   o acusado  (o estuprador) é um homem truculento , desafiador, e  que passa o medo às pessoas.  Ele deve estar com medo! Isso sim.

Assisto ao Jornal Nacional,  mas ante tantas falas, gosto  mais de ouvir  os pronunciamentos dos juízes  e,  se tivesse prestando  vestibular , tiraria nota dez, somente a partir das falas e da postura desses magistrados.  Admiro o modo como eles falam, o caráter, a dignidade, a firmeza, a moral  e a Justiça.

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