Participação de Lula na eleição da Bahia deve ser decidida nesta quarta

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Política | Data: 26 jan 2010

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do A Tarde

Principais protagonistas da aliança em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff, PT e PMDB sentarão nesta quarta em Brasília para mais uma rodada de negociações em busca de um consenso sobre os estados em que os dois partidos já definiram pré-candidaturas ao governo. Dentre as praças eleitorais mais importantes com esta indefinição, destacam-se Bahia, Pará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Nos estados em que uma união não for possível – como na Bahia, segundo os peemedebistas –, a discussão fica em torno da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha estadual. Segundo informações apuradas pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de S.Paulo, Lula decidiu passar ao largo da eleição nos estados onde tiver um embate direto entre PT e PMDB – inclusive na disputa pelo Palácio de Ondina. Diante do imbróglio criado com a definição das candidaturas do governador Jaques Wagner (PT) e do ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), o duplo palanque teria como presença certa somente a ministra Dilma Rousseff.

Líder do governo no Senado e um dos principais articuladores da aliança nacional entre petistas e peemedebistas, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) ressaltou que a definição dos palanques estaduais será uma operação delicada. Mas não esconde as preferências do PMDB: “O partido quer que o presidente Lula suba em dois palanques, nos estados em que houver dois candidatos da base aliada. Mas isso também não está definido”, disse o senador.

Na avaliação do cientista político Joviniano Neto, o presidente Lula pretende forçar a união em torno de uma candidatura única da base aliada nestes estados, além de buscar evitar possíveis problemas onde a união não for possível. No entanto, ele acredita que uma possível decisão do presidente de se afastar do pleito estadual beneficiará os petistas. “É uma neutralidade, mas que segue a lei da gravidade da política. Mesmo que Geddel esteja fazendo toda associação que ele pode como o ministro, a tendência é que Wagner seja mais ligado à imagem do presidente”.

Cenário baiano – O presidente do PT baiano, Jonas Paulo, garantiu que, por conta do projeto nacional de eleger presidente a ministra Dilma Rousseff, o presidente não deverá se furtar em subir nos palanques estaduais. O dirigente refutou comparações com o cenário de 2008, quando o presidente não participou das campanhas do petista Walter Pinheiro e do peemedebista João Henrique em Salvador. “Eleição municipal é outra coisa. Agora, estamos discutindo um projeto nacional, onde não há espaço para projetos menores”, disse Jonas Paulo, referindo-se à candidatura de Geddel.

O ministro da Integração Nacional, que não vai participar da reunião por conta da sua agenda administrativa, evitou comentar a presença de Lula nos palanques. “O que temos já definido é que vou ser candidato. Estou tranquilo e sereno”, disse Geddel. Já o seu irmão e presidente do PMDB baiano, Lúcio Vieira Lima, defendeu a presença de Lula na campanha: “Gostaria de ter o presidente engajado na campanha de Geddel. Seria uma forma de homenagear a Bahia e dar os créditos das obras que Lula executou no Estado”.

No campo das oposições, o presidente do Democratas e ex-governador Paulo Souto afirmou que a discussão sobre a formação de palanque reflete a fragilidade dos governistas: “Não conheço situações deste tipo que conduzam a uma campanha tranquila. A indefinição sempre traz algum tipo de transtorno”. O deputado tucano João Almeida acredita que uma possível ausência de Lula vai beneficiar a oposição.

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