Polícia e Núcleo da Uesb discutem ações para adolescentes infratores

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Segurança | Data: 03 set 2015

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por Mateus Novais

SONY DSCfoto: divulgação Uesb

Na última quarta (2), representantes da Polícia Civil e Militar de Vitória da Conquista realizaram uma reunião com o Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente da Uesb (NDCA).  O objetivo do encontro era discutir os procedimentos policiais relacionados com a apreensão de adolescentes em autoria de atos infracionais. O encontro definiu propostas de uma sistematização dos dados das políticas da região para o conhecimento do quantitativo criminal.

O gerente do Núcleo, Michael Farias, explicou que “é importante que se respeite a integridade física do adolescente, e isso não exclui que o procedimento seja instaurado. O segundo aspecto é que não se pode fazer identificação criminal de nenhum adolescente, então qualquer fotografia que seja veiculada nas redes sociais ou imprensa é uma violação às garantias que estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, e isso não pode acontecer”. Farias também destacou a necessidade de instrumentalizar as polícias e, ao mesmo tempo, voltar a discutir a necessidade de criação das delegacias especializadas, tanto a de repressão de crimes contra crianças e adolescentes, quanto a delegacia especializada de apuração de atos infracionais.

Ao lado do capitão Wagner Rocha, subcomandante da 78ª CIPM, e do capitão Edmário Araújo, comandante da Companhia Rural, o Major Leite, comandante da 77ª CIPM destacou que as tropas se sentem impotentes diante das falhas no sistema de ressocialização. O Major também apontou para uma reconfiguração dos procedimentos de abordagem dos adolescentes e argumentou que a comunidade precisa estar unida com as polícias militares e civis, realizando denúncias para a melhoria da segurança. “Fico muito satisfeito com essa reunião. Que a partir daqui possamos sair com outras atitudes para melhorar a situação atual”, disse Leite.

O delegado-chefe da Polícia Civil, Dr. Marcos Vinícius, argumentou que Conquista precisa de políticas públicas no intuito da implantação de uma casa de internamento. “Apesar de todas as dificuldades que nós temos, terminamos o primeiro semestre com o menor número de homicídios desde 2008, e o relacionamento com o Ministério Público, com o Judiciário e com o Núcleo é muito forte e ajuda bastante”, disse.

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