Prefeitura admite erros na distribuição dos boxes do Shopping Popular

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 11 mar 2015

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por Mateus Novais
foto: Ascom Câmara

shopping-popular-2Durante a audiência pública sobre o Shopping Popular, os problemas gerados pelos métodos de escolha dos permissionários para ocupar o Shopping Popular foram evidenciados pelos próprios comerciantes que participaram do processo de implantação do equipamento público. A partir das questões levantadas pelos lojistas, os responsáveis pela seleção admitiram que erros aconteceram no processo.

A comerciante Edna Rocha lembrou das alegrias e tristezas geradas pela criação do Centro Comercial Popular. Ela afirmou que esteve presente em todas as reuniões para a criação do Centro Comercial Popular e que chegou a ir a Salvador com o prefeito e alguns vereadores para concretização da emenda que seria utilizada para construção do empreendimento, pois era um sonho de todos os lojistas do local. “Quando chovia o esgoto invadia as lojas, era precário. Esperamos por muitos anos por essa obra”.  Ela relatou que pessoas como Dona Francisca, com 35 anos de trabalho na praça, não foi beneficiada devido aos critérios utilizados pela prefeitura. “O sonho de tanta gente virou pesadelo, pois muita gente ficou de fora. Não é justo que sejamos excluídos de um bem que seria nosso”, detalhou.

A Comissão Administrativa Municipal de Ordenação de Ocupação do Solo Público explicou que a distribuição dos boxes está sendo realizada a partir de alguns critérios que levam em conta, por exemplo, a posse de alvará, a atuação efetiva na feira e o cadastro regular junto a Prefeitura Municipal. “No afunilamento, algumas pessoas não foram contempladas”, afirmou o membro da comissão de distribuição dos boxes, Kléber Monteiro Braga.

Mas a presidente da Comissão, Marivone Ribeiro Vieira Batista (foto), reconheceu que erros podem ter ocorrido. “Se existiu algum problema durante o processo, vamos reavaliar. Somos humanos, erramos e estamos abertos para rever os casos”, concluiu.

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