Prefeitura coloca Vitória da Conquista na Folha de São Paulo

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Publicado por Editor | Colocado em Educação | Data: 21 out 2013

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da Redação

Na tentativa de esconder o péssimo desempenho das escolas municipais em Vitória da Conquista, a Prefeitura inventou o chip no uniforme escolar jogando fora mais de R$ 1 milhão. A atual administração, responsável pelo desastre na avaliação do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, continua patinando sem conseguir implantar um modelo que possa restaurar o ensino fundamental nas escolas do município. O professor não recebe a devida atenção, denúncias de transporte irregular e merenda escolar de baixa qualidade são marcas de um governo que não prioriza a Educação.

A Folha de São Paulo, um dos mais importantes  jornais do Brasil,  destacou recentemente uma matéria sobre a implantação do chip no fardamento escolar  que serviu apenas  para a Prefeitura investir muito dinheiro na propaganda enganosa. O Prefeito Guilherme Menezes (PT), carrega com a sua administração, além do pífio desempenho na Educação, índices vergonhosos na qualidade do SUS refletindo na baixa qualidade no atendimento hospitalar e nas Unidades de Saúde da Família. Confira a reportagem da Folha:
19/10/2013 – 04h00

Cidade baiana abandona projeto de colocar chip em uniforme escolar

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MÁRIO BITTENCOURT
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM VITÓRIA DA CONQUISTA (BA)

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Uma solução tecnológica pioneira e milionária, que prometia acabar com a evasão escolar em Vitória da Conquista (BA), foi abandonada pela prefeitura.

O projeto de R$ 1,1 milhão que monitorava a chegada e saída de alunos nas escolas através de um chip no uniforme se resume, hoje, a um adereço na manga das camisetas, sem qualquer utilidade.

A ideia era que, quando os alunos passassem pelo portão da escola, os pais recebessem uma mensagem no celular. Um sensor na porta do colégio detectaria o aluno que estivesse usando o uniforme com o chip.

O projeto, contudo, patinou deste o início: pais receberam mensagens com horas de atraso ou até “alarmes falsos”, chips se descosturaram das camisetas e houve atrasos na entrega dos uniformes.

Divulgação – 21.mar.12/Prefeitura de Vitória da Conquista
Aluna com uniforme com chip em escola municipal de Vitória da Conquista (BA); cidade abandonou o projeto
Aluna com uniforme com chip em escola municipal de Vitória da Conquista (BA); cidade abandonou o projeto

EXPECTATIVA

Implantado de forma experimental em 2011, o projeto previa monitorar 17 mil alunos de 25 escolas municipais em 2012, num contrato entre a empresa DaCosta & Chiara e a gestão do prefeito Guilherme Menezes (PT), mas sequer começou a funcionar em alguns colégios.

Na escola Zica Pedral, na periferia, 300 alunos receberam o uniforme com o chip e não houve monitoramento porque os equipamentos necessários não foram instalados “por falta de local adequado”, disse a diretora Elisabete Moreira.

Já nas escolas Paulo Freire, localizada num bairro de classe média, e Antônia Cavalcante, na periferia, o projeto durou de forma regular só quatro meses.

O diretor da Paulo Freire, Sidney Silva, diz que a experiência, ainda que de curta, disciplinou os alunos. “A evasão caiu de 10% para 2%.”

No entanto, problemas com o sinal de internet e a má localização de equipamentos fizeram com que mensagens chegassem aos pais com atraso ou simplesmente não chegassem.

“O aluno chegava às 7h30 e o pai era avisado às 10h”, disse Gerlane Silva, diretora da Antônia Cavalcante.

Agora, os estudantes se dizem “livres para matar aula”. “Eu mesmo só assisto a três das cinco aulas diárias”, diz Herivaldo Oliveira, 14.

“Só usei a farda um mês. Era muito ruim”, disse Tatiana Souza, 13.

OUTRO LADO

A Prefeitura de Vitória da Conquista afirmou que a experiência com chip nos uniformes reduziu a evasão escolar de 11% em 2011 (quando não existia o programa) para 9% em 2012.

A administração admitiu que ajustes precisam ser feitos e que, junto com as diretorias das escolas, concluiu que o projeto “não terá continuidade nesse primeiro momento”.

Em março deste ano, a prefeitura havia publicado no “Diário Oficial” ata de dispensa de licitação no valor de R$ 2,6 milhões, que foi revogada.
Não há previsão para reativar o projeto, que teve investimentos da prefeitura, com parte da verba enviada pelo MEC.

 

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