“Prefeitura tem que planejar, pois o recurso existe”, diz Caixa sobre serviços públicos no ‘Minha Casa’

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 15 maio 2015

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por Mateus Novais
foto: arquivo BRG

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O estado de abandono que foram relegados os conjuntos habitacionais do programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’, em Vitória da Conquista, é conhecido pela grande maioria da população do município. Tanto é que manifestações (foto) para cobrar serviços básico nestes locais viraram rotina. Mas, nesta sexta-feira (15), muitas dessas cobranças se reuniram em apenas um local: a Câmara Municipal.

Durante a sessão especial, que discutiu a situação ampla do programa na cidade, representantes dos condomínios foram convidados para darem seu parecer de vivência. A síndica dos condomínios Vila Sul e Vila Bonita, Adriana Alvin, citou a ausência de creches, postos de saúde e escolas na região dos empreendimentos. Já a representante dos condomínios Jacarandá e Flamboyant, Dona Maria Piedade de Melo, foi mais a fundo e detalhou estes problemas. Como iluminação nas praças e ruas transversais; garis; jardinagem e arborização das praças; instalação de lixeiras; faixas de pedestre e redutor de velocidade; melhoria no atendimento médico; atendimento e atuação da secretaria de serviço social; isenção do IPTU, concedida em 2013; e implantação de feira livre, farmácias e escolas.

Simplificando a fala de suas colegas, a síndica dos Condomínios América e Europa Unida, Erlene Dias Amorim, afirmou que os problemas são simples e “conhecidos por todos”.

Reposta

Em resposta às queixas dos moradores, a diretora do programa de Habitação Popular, Regina Guimarães, garantiu que o valor para investimentos nestas áreas (gestão social e condominial) não é R$ 40 milhões, como já foi mostrado pelo BLOG DA RESENHA GERAL. Ela revelou também que a Prefeitura enfrenta problemas para selecionar empresas para administrar os condomínios. “Estávamos na fase de credenciamento de empresas que fazem gestão condominial, mas, infelizmente, o edital ficou aberto por 30 dias, porém, nenhuma empresa teve interesse em executar atividades nesses condomínios”, explicou a diretora.

Versão da Caixa

Rebatendo a resposta da representante do Governo Municipal, José Ronaldo Cunha, superintendente da Caixa Econômica Federal, afirmou que “a Prefeitura tem que planejar, pois o recurso existe”. Segundo ele, os residenciais entram no projeto da cidade assim que são entregues, e têm que ser atendidos pela Prefeitura com todos os serviços públicos. “Você coloca pessoas diferentes em um condomínio. Por esse motivo, o governo {federal} disponibiliza 2% para gestão social e condominial e 6% do valor de cada imóvel para construção de escolas, postos de saúde, etc.”, concluiu.

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