Propaganda enganosa: a última cartada de um governo falido

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Publicado por Editor | Colocado em Brasil, Política | Data: 17 abr 2014

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por Robson do Val

Torneira Propaganda“Não me siga que eu estou perdido”. Esta frase que vi no para-choque de um caminhão na BR 116, descreve com perfeição a situação em que se encontra hoje o governo brasileiro.

Os gastos do governo federal com publicidade bateram recorde em 2013 ao subirem 7,4% —mais que a inflação do período. Foram gastos em propaganda, incríveis R$ 2.300.000.000 (dois bilhões e trezentos milhões de reais). O Palácio do Planalto atribui o aumento a “campanhas de utilidade pública”, como de combate ao crack, e ao Mais Médicos.

Essa informação é divulgada em um momento ruim para a popularidade do governo, que está envolvido em um escândalo relacionado a desvio e desperdício de dinheiro na maior empresa do país, a Petrobras, tem um dos seus principais líderes no Congresso Nacional, o deputado André Vargas, envolvido em um caso de corrupção que pode estar relacionado a um novo mensalão, e não consegue explicar, de forma satisfatória, os gastos excessivos com as obras da Copa, que até agora não trouxeram benefício algum à população.

Os gastos com publicidade foram intensificados justamente depois das manifestações de junho do ano passado; uma tentativa desesperada de melhorar a imagem desgastada do governo. Enquanto isso, o noticiário do país inteiro dá conta de pacientes morrendo nas filas de espera dos hospitais públicos, crianças sem transporte escolar e até sem carteiras nas salas de aula, e da falta de segurança generalizada, que já apresenta números alarmantes. Só para se ter uma ideia, pesquisa divulgada recentemente, revela que 10% de todos os homicídios ocorridos no mundo, são praticados em território brasileiro.

Tudo isso, ao lado da crise energética, que se anuncia ainda mais grave nos meses vindouros, revela a total falta de rumo e a falência da governança brasileira em quase todas as suas instâncias. Não é sem razão que a população tem clamado nas ruas do país inteiro, por hospitais, escolas e estradas que atendam ao chamado “padrão Fifa”.

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