IBGE diz ser “injusto” comunidades conquistenses retornarem para Anagé

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Sudoeste | Data: 09 abr 2015

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por Mateus Novais
foto: Rafael Gusmão

DSC_3929Durante a audiência pública de conciliação promovida pela Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa da Bahia, representantes da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e IBGE argumentaram que a atualização de comunidades para Vitória da Conquista seguiram os critérios previstos pela legislação.

O diretor de Informações Geoambientais da SEI, Cláudio Pelosi, afirmou que “todos os serviços das localidades são atendidos por Conquista, como a questão da saúde e educação”. Pelosi explicou ainda que foi realizado “um verdadeiro levantamento histórico para que pudéssemos deixar bem claro isso”.

Já o representante do IBGE, Lamartine de Andrade (foto), completou que “não é justo que estas comunidades passem para Anagé, já que as escolas, a Saúde e os demais serviços públicos são oferecidos por Vitória da Conquista. Se retirarem essas comunidades de Conquista, elas ficarão desassistidas, porque Conquista esbarará na lei de responsabilidade fiscal”.  Lamartine também afirmou que o ex-prefeito de Anagé, Bibi, foi alertado sobre a possibilidade da perda destas comunidades. “Não é a função do IBGE, mas nós alertamos, já que havia apenas investimento da Prefeitura de Vitória da Conquista, e ele chegou se mostrar espantado com a informação de que aquele território era de Anagé”.

A atual prefeita de Anagé, Andrea Oliveira tenta revogar a Lei Estadual 12.564/2012, que atualizou os limites dos municípios que integram o Território de Identidade de Vitória da Conquista, através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). Caso isso ocorra, Conquista pode perder cerca de 6 mil habitantes da zona rural, em mais de 20 localidades. O Distrito de José Gonçalves será o mais atingido.

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