Servidores da Gerência de Postura acusam secretário de intransigência na Blitz do Silêncio

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 03 set 2015

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por Mateus Novais
foto: Roberto Silva

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O início da Blitz do Silêncio tem agradado muitos moradores de Vitória da Conquista, mas desagradado quem trabalha diretamente na ação encabeçada pela Secretaria de Serviços Públicos. Os servidores da Gerência de Postura se uniram para reclamar da ação do secretário responsável pela Pasta, Gildásio Silveira. Segundo os trabalhadores, o secretário age de forma arbitrária com eles.

Em entrevista a Herzem Gusmão, no programa Resenha Geral, da Rádio Clube (FM 95,9), os servidores acusaram o secretário de realizar um espetáculo midiático. “A forma que ela [a blitz] está sendo implementada pelo secretário é intransigente. É um espetáculo midiático, porque fica parecendo que o trabalho nunca foi realizado pela Gerência de Posturas, quando, na verdade, nós sempre fizemos controle de poluição sonora em Conquista, nós sempre fizemos rondas noturnas em bares. Mas a forma que o secretário quer que façamos esse trabalho está expondo nossa integridade física”, disse Alexandre de Jesus Santos.

Acompanhado de seus colegas de trabalho, Alexandre afirmou que estão sofrendo represálias devido a forma que as blitz ocorrem. “Nós não somos polícia ostensiva, nós realizamos ações administrativas. E não tem como o secretário impor que nós façamos rondas como policiais. Nós já fomos perseguidos por dois proprietários de veículos, que foram apreendidos nessas rondas”.

Outra queixa apresentada pelos servidores se refere à carga horária de trabalho, que, segundo eles, será alterada pelo secretário. “Nós trabalhamos 40 horas semanais – 4 horas pela manhã e 4 horas pela tarde – e ele quer alterar a carga horária para que a gente possa trabalhar de madrugada”. Devido a isso, os funcionários da Gerência de Postura garantem que estão acionando a Justiça. “Nós já acionamos o sindicato e estamos impetrando um mandado de segurança para que possa manter o direito de líquido e certo de permanecer no setor, porque já houve represália contra um colega que foi colocado à disposição”, finaliza Alexandre.

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