Servidores da Uesb não descartam deflagração da greve

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Educação | Data: 15 maio 2015

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por Mateus Novais

IMG_1126fotos: Ascom Afus

Os técnicos e analistas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) realizarão uma nova assembleia para discutir a Campanha Salarial 2015. Nessa quinta, os servidores paralisaram as atividades e realizaram uma panfletagem pelo centro de Vitoria da Conquista, manifestando a insatisfação com o Governo do Estado.

Os técnico-administrativos solicitam que o governo estadual adote medidas que valorizem os trabalhadores da Educação Superior. Através de nota, a Associação dos Servidores (Afus) afirma que “a Educação não deve ser só um lema de discurso político, tampouco um tema para marketing político. Trata-se de um bem e de um direito humano fundamental, garantidos pela Constituição da República Federativa do Brasil”.

A Afus aprovou o estado de greve e garante que o descontentamento com as ações do governo aponta para a deflagração iminente da paralisação por tempo indeterminado. A assembleia geral ocorrerá na próxima segunda-feira (18), no auditório do Campus de Vitória da Conquista, às 14 horas.

Confira os principais pontos de reivindicações da categoria:

  1. Reposição das perdas salariais que se acumularam nos últimos oito anos;
  2. Equilíbrio nas autorizações de aumento salarial. Enquanto os servidores públicos tiveram reposição anual em torno de 3,22%, os Deputados Estaduais e o Governador aprovaram para si um aumento superior a 20%.
  3. Pagamento da reposição salarial retroativa à Data-Base de1º de janeiro de 2015;
  4. Abertura imediata de Concursos Públicos para a UESB;
  5. Reajuste imediato no valor do auxílio-alimentação, não reajustado desde 2009;
  6. Pagamento de direitos trabalhistas (adicionais de insalubridade e periculosidade) que não são creditados nos vencimentos dos servidores;
  7. Aumento do orçamento das Universidades Públicas, necessário ao desenvolvimento das ações de ensino, pesquisa e extensão, e atividades administrativas em geral (defende-se a destinação de 7% da Receita Líquida de Impostos do Estado para os orçamentos das Universidades Estaduais);
  8. Respeito ao princípio constitucional que garante autonomia didático-científica e financeiro-administrativa às Universidades Estaduais.

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