SPC Brasil: vendas no Natal têm primeira queda em cinco anos

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Publicado por Roberto Silva | Colocado em Brasil, Economia | Data: 28 dez 2014

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Agência Estado

650x375_supermercado-compras_1451200As vendas a prazo na semana que antecede o Natal caíram 0,7% em relação ao ano passado e fizeram o comércio varejista registrar o Natal mais fraco dos últimos cinco anos, de acordo com o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado nesta sexta-feira, 26. No ano passado, as vendas nessa época do ano haviam crescido 2,97%.

O resultado negativo, na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, é reflexo do desaquecimento no varejo ao longo do ano, fruto de um cenário econômico com crédito mais caro, inflação alta e queda na confiança do consumidor. “A inflação pesou no bolso dos consumidores. Os juros estão mais elevados e os rendimentos dos trabalhadores já não crescem com tanto vigor como nos últimos anos, o que é fundamental para aquecer o consumo das famílias”, afirmou a economista, em nota.

Para ela, a expectativa é que as promoções reaqueçam o mercado até o final de janeiro. “Com os tradicionais descontos, o comerciante tem a oportunidade de emplacar novas vendas para melhorar o fraco desempenho no Natal”, avaliou.

SBVC

Segundo o indicador da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), feito em parceria com a Virtual Gate, o Natal deste ano teve menos pessoas circulando pelas lojas do que em 2013. O fluxo de pessoas caiu 3,1% nos primeiros 24 dias de dezembro de 2014 na comparação com o ano anterior.

O indicador, chamado de ICV Saz (Índice de Consumidores do Varejo Sazonal), revela que houve alguns dias de pico de frequência nas lojas, mas o ritmo foi menor do que no ano passado. O fluxo do dia 23 de dezembro, por exemplo, foi 82,6% maior que o de uma terça-feira normal. Ainda assim, foi menor do que o mesmo dia da semana de 2013.

Para Eduardo Terra, presidente da SBVC, os números indicam que este deverá ser o pior dos últimos 10 anos para o varejo. Em nota, ele avaliou que as vendas devem ficar num patamar parecido com o do ano anterior, ou seja, sem crescimento.

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