Argentina: primeira morte por ‘aborto legal’ é registrada

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 15 abr 2021

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María del Valle González López, de 23 anos, é a primeira vítima registrada do aborto legalizado.

A jovem, que estudava Serviço Social na Universidade Nacional de Cuyo, faleceu depois que realizou o procedimento de “aborto legal” no hospital Arturo Illia, na cidade de La Paz, no país peronista.

Segundo o jornal argentino Clarín, María dirigiu-se no dia 7 de abril “para solicitar um procedimento de interrupção legal” da gravidez (termo usado para se referir ao assassinato de bebês), e, após complicações, acabou morrendo no último domingo (11).

“Lá, prescreveram um medicamento – presume-se que seja misoprostol – e na sexta-feira ela começou a se sentir mal. Ela foi encaminhada ao principal centro de saúde da zona leste de Mendoza, o hospital Perrupato, onde diagnosticaram uma infecção geral, que causou a sua morte”, relata o jornal.

O medicamento faz com que o útero expulse o que há em seu interior. No caso de gravidez, faz com que o bebê seja assassinado, podendo causar sangramento na mulher durante o processo, causando choque hipovolêmico e levando ao óbito.

Segundo o Dr. Luis Durand, médico cirurgião argentino, embora alguns afirmem que a morte da jovem poderia ter ocorrido por “negligência”, na realidade, “o aborto não é uma prática médica. Até poucos meses atrás, para a lei argentina, era um ato criminoso. […] Agora é um ‘instrumento legalizado’ para supostamente beneficiar uns e punir outros, e isso não é um ato médico, independentemente de ser legal ou não.”

“O ato médico deve sempre buscar melhorar a situação de todos sobre quem intervém, embora circunstancialmente possa falhar e não o conseguir, mas nunca pode ser considerado um ato médico ‘interromper a vida’ de qualquer ser humano de forma intencional ou premeditada”, destacou o cirurgião.

“No aborto, a morte para o bebê é sempre violenta. Ou injetam substâncias que o queimam no útero, ou o extraem por desmembramento, ou é arrancado por contrações uterinas extremas morrendo por asfixia”, alertou o Dr. Durand.

O médico afirmou ainda que “a infecção geral ou septicemia em uma mulher que toma misoprostol para abortar pode ocorrer quando a expulsão é incompleta e os restos do bebê permanecem no útero. Por isso, é uma falácia dizer que qualquer instrumentação em um organismo possa ser ‘segura’”.

Já a líder Lupe Batallán, do movimento pró-vida Guadalupe Batallán, lembrou que a causa da morte da jovem de 23 anos foi um “aborto legal”, por isso que “as feministas ficam quietas”.

“Se María tivesse morrido na clandestinidade, as feministas estariam destruindo a cidade inteira, mas como María #MorreuPorAbortoLegal, e isso não lhes convém, ignoraram”, destacou Belén Lombardi.

1ª Turma do STF descriminaliza aborto até 3º mês de gestação

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Saúde | Data: 30 nov 2016

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por Mateus Novais

Nessa terça-feira (29), a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou não ser crime a prática de aborto realizada durante o primeiro trimestre de gestação – independentemente do motivo que leve a mulher a interromper a gravidez. A decisão histórica abriu uma nova jurisprudência.

A decisão valeu apenas para um caso, envolvendo funcionários e médicos de uma clínica de aborto em Duque de Caxias (RJ) que tiveram a prisão preventiva decretada. Mesmo assim, o entendimento da 1ª Turma pode embasar decisões feitas por juízes de outras instâncias em todo o País.

“Em temas moralmente divisivos, o papel adequado do Estado não é tomar partido e impor uma visão, mas permitir que as mulheres façam a sua escolha de forma autônoma. O Estado precisa estar do lado de quem deseja ter o filho. O Estado precisa estar do lado de quem não deseja – geralmente porque não pode – ter o filho. Em suma: por ter o dever de estar dos dois lados, o Estado não pode escolher um”, defendeu o ministro Luís Roberto Barroso.

A decisão foi acompanhada pela ministra Rosa Weber. Os ministros Luiz Fux e Marco Aurélio Mello, que também compõem a 1ª Turma, concordaram com a revogação da prisão preventiva por questões processuais, mas não se manifestaram sobre a criminalização do aborto realizado no primeiro trimestre.