Estatuinte divide Uesb

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Educação | Data: 01 jun 2016

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por Mateus Novais
fotos: Rafael Gusmão

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A Lei estadual 21.599, aprovada em dezembro de 2015, ampliou a autonomia das Universidades Estaduais, possibilitando que a comunidade acadêmica decida, sem a interferência do Governo, sobre a sua organização e funcionamento. No entanto, a liberdade de decisão está gerando uma divisão dentro da Uesb.

A universidade está em processo de elaboração da Estatuinte, que define o regimento interno, incluindo a forma de escolha do reitor da instituição. E é nesse ponto que se encontra o maior problema.

A atual forma de representação é dividia paritariamente entre as três categorias da comunidade acadêmica (alunos, professores e servidores), cada um com 33%. No entanto, a proposta apresentada pelos professores e estudantes quer uma divisão 50% a 50%, com os discentes de um lado e, do outro, docentes e técnico-administrativos. O que, para os servidores, é inaceitável, pois diminui seu poder de decisão na eleição da nova administração universitária.

“A eleição paritária assegura que cada um dos três segmentos que compõem a comunidade universitária tenha preservados direitos conquistados em todos os sufrágios eleitorais. A Estatuinte deve ser um instrumento para unificar as categorias e não dividi-las”, argumenta o presidente da Associação dos Servidores da Uesb (Afus), Francisco Carvalho. Ele também aponta que essa nova formatação irá relegar os servidores técnico-administrativos do processo de decisão da universidade, já que o úmero de professores é muito superior ao de funcionários – 1.100 docentes contra 470 servidores.

Paralisação

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Diante do impasse, a Afus paralisou as atividades da Uesb, com fechamento de portões, na manhã desta quarta-feira (1º de junho). Entre as 7h e 9h30, as atividades da Uesb a comunidade acadêmica, bem como os ônibus do transporte coletivo, foi impedida de adentrar na instituição. “A categoria deliberou ainda que não participará da Comissão da Estatuinte até que haja um entendimento para manutenção de direitos iguais para técnico-administrativos, estudantes e professores” , conclui o presidente da Afus.

Divisão do Estado da Bahia volta a ser debatido

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Vit. da Conquista | Data: 22 jul 2015

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da Redação

mapa-bahiaA Superintendência de Estudos Econômicos Sociais da Bahia (SEI) elaborou estudo e desaconselhou a criação do Estado do São Francisco ao demonstrar inviabilidade financeira. Os dados foram levantados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Segundo informações, a SEI mudou a posição inicial e já admite a criação do novo Estado. O lobby político tem sido forte na região Oeste em defesa da criação do Estado que poderá nascer como o mais pobre do Brasil. A grande produção de grãos, liderada pela soja, é insuficiente para garantir a divisão que se propõe, conforme revelou recente estudo do IPEA.

Na década de 80, o ex-deputado e prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, defendeu a criação do Estado de Santa Cruz. “Em conversa recente com Fernando Gomes, eu disse a ele que sempre concordei com a divisão da Bahia, mas o nome do Estado seria Bahia do Sul, e a capital a nossa Vitória da Conquista”, disse o deputado estadual Herzem Gusmão (PMDB), sempre defensor da ideia.

A Bahia do Sul teria turismo com Porto Seguro, a terra do descobrimento, e Ilhéus de Jorge Amado, e ainda indústria, café, Cacau, algodão, celulose, agronegócio, minério e outras riquezas como o petróleo se for explorado.