Coronavírus e exercícios ao ar livre: vídeo mostra o que diz a ciência

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 28 abr 2020

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Reprodução do Jorna O Estado de Minas

Estudo aerodinâmico com simulações computacionais, sobre o movimento de gotículas durante atividades físicas ao ar livre, ganhou grande repercussão na internet, neste contexto de tantas incertezas sobre o coronavírus. Embora não tenha conclusões epidemiológicas, virais ou médicas, a pesquisa divulgada na última semana mexeu com os ânimos de muitos. As imagens, da Universidade de Tecnologia de Eindhoven (Holanda) e da Universidade Católica de Leuven (Bélgica) sugerem distância segura de até 20 metros entre um atleta e outro. (Veja o vídeo abaixo)


Carga viral

Para a professora Viviane Alves, do departamento de microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), neste estudo falta o principal: o vírus. “As microgotículas, claro, existem, mas a gente não sabe se elas têm capacidade de carregar vírus suficiente para transmitir a doença”, detalha Viviane chama atenção para a questão da carga viral, a quantidade mínima de vírus com a qual é preciso entrar em contato para que haja a infecção. “A gente não sabe ainda nem a carga viral em uma gotícula de saliva maior, de um milímetro. Então este estudo traz uma sugestão baseada em suposições, por enquanto. É uma hipótese, pode acontecer? Pode, mas por enquanto, não temos evidência que aconteça.

“A real dimensão ou implicação da capacidade infectante a partir de atividades físicas que envolvem o movimento é uma inferência, a partir de um estudo aerodinâmico que simula o que pode acontecer com eventual propagação e efetivação da infecção entre pessoas que compartilham alguma proximidade em atividade física ao ar livre”, diz o professor Mateus Westin, da área de infectologia da Faculdade de Medicina da UFMG. Ele lembra que o risco sempre haverá sempre que as pessoas optarem por se exercitarem junto com alguém.

Por isso, a recomendação da microbiologista reforça o que já preconiza a Organização Mundial da Saúde: “Se você quiser fazer exercício, que seja sozinho, de preferência dentro de casa, mas se for caminhar, que seja sozinho. O que é praticamente impossível, então prefira ficar em casa, arrume métodos alternativos de se exercitar, pelo menos por enquanto”, aconselha Vivian