Estudante expulso da UESB por fraude, entra na Justiça pra voltar à Universidade

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Publicado por Editor | Colocado em Sudoeste | Data: 30 jun 2017

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Da Redação


Maurício Guilherme Nunes, um dos sete estudantes expulsos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia por suspeita de fraudar o Sistema de Cotas da Instituição, por meio de cotas quilombolas, entrou na Justiça para tentar reverter a decisão. De acordo com o ex-estudante de medicina, a expulsão foi injusta.

Em outubro do ano passado, a Uesb abriu uma Sindicância para apurar as denúncias de fraudes feitas pelo Programa Fantástico da Rede Globo. Na época, a reportagem apontou que estudantes ingressaram na Universidade com declaração falsa, que atestavam que eram quilombolas da comunidade Quilombola da Rocinha, localizada na zona rural de Livramento de Nossa Senhora.


Após análise de documentos e visita à referida comunidade, a Universidade conclui que os sete estudantes, inclusive Maurício Guilherme, cometeram falsidade ideológica, sendo desligados da Instituição.  A decisão da Uesb foi publicada no Diário Oficial do Estado do dia 10 de junho.

Maurício Guilherme, que já estava a quatro meses da formatura, por sua vez, diz que apresentou documentos , como título de eleitor e baixo-assinado, que comprovam que ele residia na comunidade quilombola Itaguaçu, em Livramento de Nossa Senhora. Já a Uesb afirma que durante o Processo Administrativo instaurado, quando o aluno teve a possibilidade de defesa, ele não conseguiu comprovar a condição de morador do quilombo.

O atestado apresentado por Maurício no ato da matrícula, em 2011, foi assinado pela presidente da Associação do Desenvolvimento Comunitário, Cultural, Educacional e Social do Quilombo da Rocinha e Região (Acooped), Maria Regina Bonfim, responsável por emitir os documentos falsos, que foi denunciada à Justiça por falsidade ideológica, após ação do Ministério Público.

Agora, ele aguarda a decisão da Justiça e espera poder voltar a assistir as aulas para termina o curso de Medicina.

UESB expulsa sete alunos acusados de fraudar sistema de cotas

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Publicado por Editor | Colocado em Educação | Data: 12 jun 2017

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Da Redação


A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) decidiu cancelar a matrícula de sete alunos suspeitos de fraudar o Sistema de Cotas da Instituição. A decisão da Instituição foi publicada no Diário Oficial do Estado no último sábado (10).

Em outubro do ano passado, a Uesb abriu uma Sindicância para apurar as denúncias de fraudes feitas pelo Programa Fantástico da Rede Globo. Na época, a reportagem apontou que estudantes ingressaram na Universidade com declaração falsa, que atestavam que eram quilombolas da comunidade Quilombola da Rocinha, localizada na zona rural de Livramento de Nossa Senhora.

Após análise de documentos e visita à referida comunidade, a Uesb concluiu que os alunos Gabriella Fernandes Amorim, Mauricio Guilherme Nunes da Silva, Wicttor Huggo Cruz Santos e Ana Carolina Tanajura Lima do curso de Medicina, campus de Vitória da Conquista; Luiza Lorrayne Oliveira Castro, do curso de Odontológia e Thaline Cirqueira Moreira, do curso de Medicina, ambos do campus Jequié; e Maria Isabel Correia Silva, do curso de Direito do campus de Vitória da Conquista, não eram moradores da comunidade da Rocinha, a época da apresentação da documentação para matrícula.

Sendo assim, a Universidade instaurou Processos Administrativos Disciplinares para que os alunos também tivesse a oportunidade de se defenderem. Após a conclusão do Processos, a Uesb desligou os estudantes, por entender que eles cometeram prática de falsidade ideológica.

Esse é o segundo caso de expulsão de alunos da Uesb devido à fraude no Sistema de Cotas. Há um ano, estudante do curso de Medicina, Maiara Aparecida Oliveira Freire, também teve a matrícula cancelada. Já a presidente da Associação do Desenvolvimento Comunitário, Cultural, Educacional e Social do Quilombo da Rocinha e Região (Acooped), Maria Regina Bonfim, responsável por emitir os documentos falsos, foi denunciada à Justiça por falsidade ideológica, após ação do Ministério Público na última semana.