Empresas fraudavam licitações desde 2009, afirma MPF

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Publicado por Editor | Colocado em Sudoeste | Data: 14 jul 2016

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Da Redação

IMAGEM_NOTICIA_5As empresas investigadas pela “Operação Burla”, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), participaram de diversas licitações irregulares entre os anos de 2009 e 2016, em diversos municípios do sudoeste da Bahia. As atividades ilícitas foram descobertas após se evidenciar fraudes e montagem de procedimento licitatório realizado pelo município de Pindaí, que tinha como objeto a contratação de empresa para reforma e recuperação de três escolas locais.

A partir da comprovação das fraudes em Pindaí, foi descoberto um esquema maior de corrupção colocado em prática em vários outros, que envolvia a constituição de empresas de fachada, falsificação de documentos, fraudes ao caráter competitivo de licitações por meio de simulação de disputas e combinação de preços, além de substancial desvio de recursos públicos.

De acordo com o apurado, duas organizações criminosas eram responsáveis pelas irregularidades: uma chefiada por Josmar Fernandes dos Santos, que utilizava as empresas JK Tech Construções Ltda, Fernandes Projetos e Construções, Construjam Construções e Construtora Birajara; e outra liderada por Júlio Cesar Cotrim, controlador da Companhia Brasileira de Serviços Industriais e Infraestrutura Ltda (Cobra Siel), da Euplan Construções e da Cotrimax. Apesar de serem os verdadeiros sócios-proprietários das empresas, os líderes do esquema se valiam de pessoas que apenas emprestavam seus nomes, ou seja, “laranjas”, na tentativa de esconder suas identidades, afirma o MPF.