Defesa do Pastor Edimar diz que entrará com pedido de revogação da denúncia do MP

0

Publicado por Editor | Colocado em Polícia | Data: 18 fev 2016

Tags:, ,

Da Redação
foto: Rafael Gusmão

DSC_0644
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou nesta semana denúncia à Justiça contra o pastor Edimar Brito e os outros dois suspeitos, Fabio de Jesus Santos, 34 anos, e Adriano Silva dos Santos, 36, de matar a também pastora e professora, Marcilene Oliveira Sampaio e Ana Cristina Santos Sampaio e tentativa de homicídio contra Carlos Eduardo Sampaio.como informado pelo BLOG DA RESENHA GERAL aqui.

Após a divulgação da decisão do Ministério Público, a defesa do pastor Edimar se pronunciou, afirmando mais uma vez que o acusado é inocente e que não participou da execução das duas mulheres. Em entrevista ao G1/Bahia, o advogado de Edimar, Antônio Rosa, disse que a defesa fundamenta sua base de sustentação no depoimento do Carlos Eduardo Souza, marido da pastora morta, que sobreviveu à ação creminosa, que disse em depoimento que Edimar esteve o tempo todo ao lado dele e não com as vítimas no momento do crime. “Meu cliente sustenta que estava sob ameaça de Adriano, com quem foi encontrada uma camisa ensanguentada”, ressaltou Rosa.

Adriano, de acordo com a Promotoria, é apontado como o autor das pedradas que resultaram na morte das duas mulheres. “Enquanto estava sozinho com as vítimas, o denunciado Adriano, que portava um revólver, determinou que elas deitassem no chão, momento em que, aproveitando-se da impossibilidade de defesa das vítimas, deferiu-lhes vários golpes há cabeça e na face, com um bloco de concreto”, diz a denúncia do MP-BA.

Ainda segundo Antônio Rosa, a defesa do pastor Edimar entrará nesta semana com um pedido de revogação da denúncia do Ministério Público. “A denúncia não significa que temos provas definitivas e acabadas. As provas só existem quando há o contraditório e a ampla defesa, e isso ocorrerá na fase de instrução processual. A defesa continua afirmando negativa de autoria e por isso vamos entrar com pedido de revogação. Caso o juiz negar, iremos pedir um habeas corpus para que Edimar possa responder ao processo em liberdade. Ele não tem conduta delitiva e nem passagens pela polícia”, afirmou o advogado.