Médicos da Santa Casa reclamam da tabela SUS e pedem providências da Prefeitura

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Publicado por Editor | Colocado em Saúde, Vit. da Conquista | Data: 13 mar 2017

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da Redação

Com informações e foto da Ascom / PMVC

Médicos do Hospital São Vicente, hoje um complexo de serviços da área de saúde em parceria com a iniciativa privada, estiveram em reunião com o prefeito Herzem Gusmão (PMDB), para tratar de temas relacionados ao desempenho da instituição.

O encontro foi intermediado pelo vereador Gilmar Ferraz, e o principal tema abordado ficou por conta da Tabela SUS. Segundo os médicos que compareceram a reunião os absurdos podem ser obserbados a partir do pagamento de apenas R$ 50 por uma anestesia ou R$ 100 reais por uma cirurgia com anestesia.

“Viemos falar sobre a questão da tabela do SUS, que é baixa, e discutir sobre esse assunto, o que a Prefeitura pode melhorar sobre isso. Falar sobre as demandas de pacientes que estão aí, reprimidas há muito tempo e não têm oportunidade, hoje, de fazer uma cirurgia eletiva, justamente por causa dessas questões burocráticas”, relatou o médico José Bahia, que faz parte do corpo clínico de Obstetrícia da Santa Casa há 25 anos. “A gente vê, ao longo desses anos, muita burocracia e, no final, acabam ficando pessoas há seis meses, um ano, dois anos para fazer uma cirurgia eletiva simples de hérnia ou ginecológica”, acrescentou.

Após ouvir atentamente as demandas, outra abordagem ficou por conta da preocupante redução dos leitos da maternidade, de 48 para apenas 11 leitos, o prefeito que recebeu forte apelo para que a prefeitura possa pagar uma diferença como forma de ajustar a tabela, disse: “Nós precisamos ver a questão legal. A gente precisa saber o que vai impactar para o município. Se é legal. Vamos fazer consultas, conversar. O nosso governo tem sido um governo do diálogo”.

A PMVC marcará uma nova reunião com a presença da secretária Ceres Almeida (Saúde), para tenat equacionar os problemas. “Os médicos da Santa Casa buscam um estreitamento de relações com a Prefeitura. Todas as demandas, nós iremos levar para a secretária. Vamos ouvir a secretária e, depois, nós faremos uma outra rodada para tentar avançar e tentar definir alguns pleitos dos médicos da Santa Casa”, disse o prefeito ao site oficial da Prefeitura.

Clínica fecha serviço de referência em fisioterapia devido ao baixo valor da Tabela SUS

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Saúde | Data: 22 maio 2015

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por Mateus Novais

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A Clínica SORT, especializada em ortopedia, traumatologia e fisioterapia, encerrou as atividades de fisioterapia nesta sexta-feira (22), depois de mais de duas décadas de funcionamento em Vitória da Conquista. O motivo: a baixa tabela praticada pelos convênios, principalmente pelo SUS.

DSC_0237Fundada em 1992, pelo Dr. René Robles (foto), a clínica tinha o objetivo de oferecer um serviço voltado para a área de Ortopedia Fisioterapia e Reabilitação de maneira acessível, com qualidade. Por 23 anos, a SORT tornou-se uma das mais tradicionais clínicas da região Sudoeste. “Nós estávamos atendendo um contingente muito grande de paciente, do SUS, convênios e particulares. Mas, pelo tipo de qualidade de serviço que oferecemos, tornou-se inviável manter o serviço, porque a remuneração desses procedimentos é muito baixa. Então nós tomamos uma decisão muito bem pensada de fechar ao invés de baixar a qualidade do serviço prestado”, explica Dr. René.

A clínica era uma das poucas opções para o tratamento de pacientes vítimas de Acidente Vascular Encefálico (AVE), Traumatismo Raqui-Medular (TRM), Traumatismo Crânio Encefálico (TCE) e as patologias decorrentes de alterações genéticas, na cidade. O que traz uma perda muito grande, já que uma média de 350 pacientes passava diariamente pelo local, metade destes encaminhados pelo SUS.

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O fechamento do serviço de reabilitação foi marcado com um café da manhã especial aos clientes e amigos. A partir de agora, a SORT atenderá apenas com as atividades clínicas. “Continuamos na área de atendimento de consultório, com o hospital domiciliar (Sudoeste Home Care, implantado em fevereiro de 2000). Sabemos que é uma perda muito grande para a região, mas, infelizmente não tivemos outra opção”, lamenta Dr. René.