Travestis podem usar nome social na Ufba, Uesb e escolas da Bahia

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Educação | Data: 24 fev 2015

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por Mateus Novais

UFBA-VCA Travestis já podem se matricular, a partir desse ano, na rede pública de ensino estadual e nas universidades Federal da Bahia (Ufba) e do Sudoeste da Bahia (Uesb) com seus nomes femininos. As portarias foram editadas em 2014 e começaram a valer este ano. O fato é comemorado como uma “vitória histórica” por entidades ligadas ao gênero.

A Associação de Travestis de Salvador (Atras) e o Grupo Gay da Bahia (GGB) estimam que existam duas mil “trans” no estado, um quarto apenas em Salvador. Em entrevista ao jornal A Tarde, Millena Passos, presidente da Atras, acredita que as portarias da Ufba e Secretaria de Educação da Bahia vão estimular muitas travestis a estudar e ter outra profissão “menos perigosa e insalubre”. “Se alguma escola ou faculdade recusar reconhecer nosso gênero feminino, inclusive o acesso a sanitário feminino, deve ser denunciada publicamente e a Atras acionará o Ministério Público da Bahia”, declarou Millena à reportagem.

O antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, complementou afirmando: “esperamos e torcemos que ao terem a partir de agora seu nome social respeitado nos bancos escolares, tenham melhores alternativas de subsistência e maior esperança de vida”.

Segundo os grupos, três “trans” já se matricularam na Ufba com nome social. Em outubro do último ano, a Uesb também aprovou a resolução que estabelece a inclusão do nome social de estudantes travestis e transexuais nos registros acadêmicos.

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