Trotes no SAMU 192: Prefeitura reclama, mas não instala identificador de chamada

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Saúde | Data: 21 out 2014

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por Mateus Novais

samu1921Há mais de três anos, os funcionários que atuam como Telefonista Auxiliar de Regulação Médica (TARM) do Samu 192 de Vitória da Conquista trabalham sem um equipamento básico para sua função: o identificador de chamada. O número de trotes no serviço ultrapassa a casa dos 50% das chamadas.

Por falta de um equipamento que mostre o número do telefone do solicitante, além de aumentar o tempo de resposta na chamada, na medida em que precisam pedir o número para o solicitante que liga para o serviço, os funcionários atendem centenas de trotes por dia. Somente em 2013, 206.224 chamadas recebidas pelo serviço, 92.885 foram trotes. Este ano, a situação não é diferente, das 63.953 ligações recebidas até o mês de março, 33.660 foram trotes. Ou seja, mais de 50% das ligações.

De acordo com funcionários, que não quiseram se identificar por medo de retaliação, “esse sistema deveria ser reimplantado em 2011, mas até agora ficou na promessa”. De lá para cá, a prefeitura apenas instalou computadores para os telefonistas no mês de setembro. Mesmo assim, estes ficam desligados durante todo o tempo, já que não tem função até o momento.

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